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Crônicas-->O silenciar -- 17/07/2019 - 13:13 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Autoria do texto: Marcos Alexandre Martins Palmeira





O silenciar



O gosto pelo silêncio começou ainda na infância em que percebi não haver necessidade alguma da fala, já que todos por mim falavam. Aqui e acolá, observei também que advinhavam meus pensamentos e assim, o silêncio foi ganhando minha apreciação ao máximo, tornando-me uma pessoa notoriamente reservada e muitas vezes pelos demais, antipatizada. Mas o que sentia, era uma apatia visceral pela verborragia daquelas que excomunga a presença física. Então, vieram sentimentos mais densos a compensar a ausência da fala e com isso, comecei então a ficar quase ausente na multidão. Uma ausência essencial para manter-me em constante estado de alerta quando por diversas vezes, fui contradito no silêncio. Poucos ou ninguém precisaram da minha presença e fui em direção ao quintal de uma caverna. Lá, eu desenhava e brincava com o vento para soltar meus balões. Era eu e os balões de bolhas de sabão que faziam a festa onde a solidão era a anfitriã. Ao total, éramos três na mais perfeita e silenciosa harmonia de uma viagem que só o silenciar permite ao marinheiro de primeira viagem. Quase afoguei nas palavras não ditas e esperadas por ouvi-las. Até que juntei letra por letra e construí uma embarcação que, junto com os sonhos, insisti em navegar em direção ao oceano onde desaguei-me e tornei -me parte dele.





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