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Crônicas-->Freguesia Bidiônica -- 02/06/2019 - 10:21 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Freguesia Bidiônica 

A colônia ainda não deixou os velhos hábitos da antiga colônia. Por isso, conosco jamais poderia ser diferente, pois devemos nossa aristocracia à freguesia de Portugal e ao canavial. Nada contra a monocultura, mas é de lá que vem o cheiro de nossos ancestrais e nossa história. A cana ainda é prensada e o povo tem o sorriso no rosto com marcas do sol e fardamento padrão de operário rural. O melaço e a fermentação trazem recordações históricas que residem na memória afetiva que não sabemos ao certo de onde procede. Apenas temos registrado feito gado marcado no curral que, ao ver a porteira aberta, tenta explodir num mugido ainda contido e perdido. Precisamos sim, prosseguir e recuar na história para talvez quem sabe, possamos assim, dar um salto maior que permita nossa evolução. Nossa freguesia ainda está enebriada e continua sem saber o que fazer com tanta liberdade que enterrou os gritos ecoados da senzala que esvaziou-se de vida. A cada passo num passo, dançamos o vira e com a dança de côco, ouvimos um som forte que, à sombra das palmeiras imperiais fazem a festa na celebração da comunhão da casa grande com a senzala. A massa no Pilar fica apilada no amassa dor na freguesia Bidiônica.

Vai à Paz!

Padre Bidião 

Marcos Alexandre Martins Palmeira 

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