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Crônicas-->A cabrocha -- 15/03/2019 - 13:01 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A cabrocha 

Vivia feliz a jovem que um dia planejava ter uma vida onde o amor, fosse regra básica. Desejava teimosamente viver simplesmente por viver, num mundo no qual o dinheiro fala mais alto e revela o caráter. Teve, ótimo! Não teve, hummmmm... talvez melhor nem passar pela calçada de um rico. Mas a jovem era uma cabrocha que se encantava com qualquer coisa e percebia estrelas em dias de grande nebulosidade. Na verdade, quem era a própria nebulosidade era a própria cabrocha encantada que nunca se desencantava, o que a fazia ser uma pessoa bastante resiliente. Mas certa vez, quando a cabrocha ia até ao jardim para colher algumas rosas, percebeu que havia ninho de pequenas cobras recém-nascidas e certamente, pela mãe abandonadas. Decidiu então, a cabrocha pegar os animais bebês e os alimentar para que não morressem de fome. Os filhotes foram ganhando massa muscular e crescendo com saúde e vigor. Um dia, então a cabrocha resolveu que já era momento delas retornarem à natureza que era o seu habitat natural. Mas as cobras desenvolveram um afeto tão grande por ela que combinaram que qualquer precisão da jovem cabrocha, elas lhe ajudariam. O agradecimento delas era tamanho que nenhum ser humano jamais conseguia entender como poderiam cobras serem agradecidas, se nem os humanos dotados razão e emoção estavam a perder tais características. A cada vez que a cabrocha se lembrava delas, percebia que é mais fácil lhe dar com animais do que com humanos. E ela foi então começando a ver nuvens ao invés de estrelas, por onde passava. Nuvens humanas carregadas de ressentimentos que os tornavam zumbis, mas a cabrocha insistia em ver a cada nuvem, uma constelação. E assim viveu até o último ar respirado, para fazer parte como um membro novo de uma constelação chamada Cão Menor. 

Maria Sertão 

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