Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
101 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57550 )
Cartas ( 21185)
Contos (12637)
Cordel (10186)
Crônicas (22292)
Discursos (3141)
Ensaios - (9093)
Erótico (13416)
Frases (44326)
Humor (18630)
Infantil (3915)
Infanto Juvenil (2861)
Letras de Música (5480)
Peça de Teatro (1320)
Poesias (138276)
Redação (2948)
Roteiro de Filme ou Novela (1056)
Teses / Monologos (2412)
Textos Jurídicos (1926)
Textos Religiosos/Sermões (4994)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Os sapos do pântano -- 10/12/2018 - 14:50 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Os sapos do pântano

Era no pantanal que havia um paraíso aos sapos que eram agora obrigados a se retirar por conta de um secretário contrário à reivindicação dos membros parlamentares do ambiente pantanoso. O secretário era um jovem que ao nascer na cidade grande, nunca havia experimentado um ambiente mais natural que a própria nudez. Ouviu falar em meio ambiente uma única vez, mas não demonstrou interesse pois não conseguia enxergar algo de prosperidade numa mata, floresta ou pântano. Para ele, esse tipo de coisa só servia para estagnar a economia nacional. Sem contar que em alguns casos, havia populações primitivas um tanto retrógradas à sua mentalidade de avanço tecnológico. Franzino, desde pequeno, fora estudar fora e voltou vislumbrado com o progresso lá observado. Voltou com ideias futuristas que teve grande aceitação num ambiente aquartelado pelas mesmas ideologias. E pensava em alto e bom tom: “para que florestas e pântanos cheios de sapos a povoar os pântanos com seus COAFS, COAFS, COAFS, quando o pensamento que melhor lhe povoava nas lembranças era o de um desenvolvimento arrojado com desbravamento das matas atlânticas tipo movimento bandeirantes?”
Foi convidado a assumir uma pasta ministerial do meio ambiente para colocar ordem e progresso avantes. Os sapos não tiveram outra opção que não fosse pegar seus pertences e seguir embora (aos que tinham condições de sobrevivência). Aos que ficaram, não tiveram alternativa e foram servidos de banquete aos fiéis que depositaram extrema confiança na competência do pequeno aprendiz. Só que não contavam com a extrema indigestão acusada pelo consumo exagerado de anuros que causavam sintomas como arroto ao som de COAF, COAF, COAF. O problema foi resgatar a confiança de que futuros “sapos” poderiam não mais fazer parte da rotina e assim, nem o esgotamento sanitário das diarréias profanas seriam suficientes para abafar tantos sapos que ainda seriam engolidos pelos fiéis depositários da boa fé no jovem aprendiz com um currículo tão infestado.
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui