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Artigos-->A LONGEVIDADE DE ADÃO A NOÉ -- 12/12/2003 - 10:17 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Embora a ciência, através de suas várias especializações, principalmente a biologia e a arqueologia, tenha constatado que o homem do passado vivia muito pouco em comparação com o de hoje, o relato bíblico fala de homens vivendo vários séculos. Isso é mais um forte indício de que tudo aquilo não passa mesmo de um grande conto.



A cronologia bíblica da criação ao dilúvio é bem clara:



Gênesis, 5: 3: “Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete”.



Versículo 6: “ Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a Enos.”



Versículo 9: “Enos viveu noventa anos, e gerou a Quenã.”



Versículo 12: “Quenã viveu setenta anos, e gerou a Maalalel.”



Versículo15: “Maalalel viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.”



Versículo 18: “Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.”



Versículo 21: Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.”



Versículo 25: Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.”



Versículos 28 e 29: Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, a quem chamou Noé...”



Versículo 32: “E era Noé da idade de quinhentos anos; e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.”



Capítulo 6: 6: “Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o dilúvio veio sobre a terra.”



Por aí se vê o curto período ocorrido da criação do universo ao dilúvio (130 + 105 + 90 + 70 + 65 + 162 + 65 + 187 + 182 + 600 = 1.656 anos), que dizem ter ocorrido há pouco mais de quatro mil anos.



Diante da inexplicável longevidade do povo antediluviano, um vivendo quase um milênio, outro gerando o primeiro filho aos quinhentos anos de idade, contrapondo-se às provas científicas de que as pessoas do passado viviam muito menos do que as de hoje, muitos defensores da veracidade e divindade da Bíblia afirmam que os anos não eram contados como os de hoje, sendo períodos menores, talvez equivalentes a um mês, paradoxalmente aos dias da criação, que afirmam serem grandes fases geológicas.



Essa teoria dos anos curtos, contudo, é outra explicação inconsistente, segundo afirmações bem claras do próprio texto bíblico. Leia-se o seguinte:



Gênesis, 7: 11: “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram.” Isso é suficiente para se ver que os meses deveriam ter aproximadamente trinta dias, pelo menos dezessete estão mencionados.



Gênesis, 8: 5: “E as águas foram minguando até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos Montes.” Pelo menos dez meses já foram mencionados. Não resta dúvida de que o escritor do Gênesis falava de tempo contado em anos de doze meses de trinta dias, uma vez que os cumes dos montes apareceram no primeiro dia do décimo mês e “No ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra.” (versículo 13). Calcularam uns dois meses para a secagem toda a água.



E, para acabar com todas as dúvidas, basta observar que o dilúvio teria começado no “décimo sétimo dia do segundo mês” (Gênesis, 7: 11), e “ao fim de cento e cinqüenta dias as águas tinha diminuído” (Gênesis, 8: 3), sendo o “décimo sétimo dia do sétimo mês” (Gênesis, 8: 4), exatos cinco meses de trinta dias.



Gênesis, 8: 19 e 20: “As águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que haviam debaixo do céu foram cobertos. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos.” Naquele tempo se acreditava estar a terra flutuando dentro do mar e teria a forma de um disco ou seria quadrada, conforme outras declarações, e o mundo que aquele povo conhecia se limitava àquela região. Para eles era possível uma inundação cobrir todos os montes da terra.



Toda a narração da criação ao dilúvio nos mostra simplesmente o pensamento de um povo de poucos conhecimentos, não o de mensageiros de um ser onisciente. As afirmações que seguem por todo o livro do Gênesis, bem nos outros posteriores, mostram o mesmo desconhecimento da história, da geografia, da geologia, da cosmologia, etc. Se esses contos fossem a verdadeira história contada por pessoas inspiradas pelo todo-poderoso e onisciente, não estaria tão fora da realidade universal. Ante tais constatações, muitos religiosos já não encontram outro meio a não ser admitir que os relatos bíblicos eram verdadeiramente humanos, espelhando o pensamento da época. E assim, a maior base da fé se revela lenda aos olhos dos próprios que crêem em um deus todo-poderoso, onipotente, onisciente, perfeito, justo, bom. E, se os próprios religiosos já entendem que aqueles relatos são o pensamento dos homens, o que mais precisamos dizer? Você ainda acha que houve uma época em que o homem poderia viver até novecentos anos? Se a ciência prova o contrário, não temos dúvida de que esses homens longevos são parte do grande conto de Josias.



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