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Humor-->DE SACO CHEIO -- 22/03/2010 - 11:37 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
DE SACO CHEIO
(Por Germano Correia da Silva)


Jô Formigão tem andado meio nervoso com a vida de insucessos que tem levado ultimamente e decidiu chutar o balde de uma vez.

Por um longo tempo esteve à procura de um emprego estável, onde ele pudesse dormir à vontade como o fazia antes, mas para contrariar os seus planos ele agora está exercendo a função de guarda-noturno.

Para quem ainda não sabe, Jô Formigão já fez de tudo um pouco para ganhar o pão de cada dia, em que pese a sua fama de pessoa dorminhoca durante o trabalho.

Sua primeira aparição no campo do trabalho remunerado foi aos quinze anos, ocasião em que atuou como chefe de gandulas, nos fins de semana, em campos de futebol amador de sua região.

Conta que sua missão era “controlar” as bolas que seriam usadas em campo durante o jogo. Antes da partida elas eram colocadas num saco e em seguida ele fazia a devida distribuição entre os outros garotos que faziam parte de sua turma de trabalho.

Durante a partida, se houvesse necessidade, era ele quem coordenava o ritmo da reposição das bolas em campo. Havia um código entre ele e o técnico do time mandante para protelar ou acelerar a reposição da bola durante o jogo.

Se o time mandante estivesse ganhando e o técnico quisesse fazer um pouco de “cera” na reposição da bola, este lhe dava alguns cotonetes e ele simulava limpar o ouvido. Ato contínuo, os demais garotos de sua turma faziam o “serviço” fluir normalmente.

Se o time mandante estivesse perdendo, o técnico começava a bater palmas de forma acelerada, como se estivesse numa roda de samba. Este era o outro código e a turma de Jô Formigão entrava em cena, imediatamente, numa correria desenfreada.

- Eu ganhava pouco – comentou com certo saudosismo – mas as propinas que recebia por fora, em ambas as situações, eram bem compensadoras, o que não ocorre na atividade que exereço atualmente.

O ideal seria se eu conseguisse um emprego onde pudesse atuar numa atividade semelhante à de Papai Noel. Acredito que eu teria mais tempo para dormir, alegraria as pessoas, principalmente as crianças, e em nenhum momento eu iria me importar de trabalhar de saco cheio, o tempo todo - concluiu.

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