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Humor-->DEFENDENDO SEUS ARTISTAS -- 01/03/2010 - 19:51 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
DEFENDENDO SEUS ARTISTAS
(Por Germano Correia da Silva)


Era uma tarde de domingo meio ensolarada e naquele momento o bar do Seu Manelão estava apinhado. Havia fregueses circulando por todos os lados. Alguns deles, principalmente os mais sóbrios, conseguiam contar seus causos mais corriqueiros em voz alta. Outros, sem conseguir controlar o seu estado emocional, geralmente alterado em face do excesso da injestão de bebidas, sequer conseguiam ficar de pé.

Alheio àquela algazarra, sentados num dos cantos do alpendre de uma casa vizinha ao bar, estavam dois cidadãos do campo discutindo de forma mais acalorada a respeito da capacidade artística dos seus respectivos genros.

O primeiro deles, meio eufórico com a evolução dos dotes artisticos do seu genro, perguntou ao outro:

- Compadre, o senhor já ficou sabendo da última novidade ocorrida aqui na nossa comunidade?

- Mas o que foi aconteceu desta vez, compadre? – quis saber, meio curioso.

- Nada de excepcional, compadre, mas eu fiquei sabendo que o meu genro acabou de fazer uma mesa redonda com quatro cantos. Eu ainda não fui vê-la, mas quem a viu está falando que ela ficou muito bonita.

O segundo para não ficar muito atrás no rumo daquela prosa, resolveu contra-atacar:

- Isso deve ser uma coisa fora de série, compadre, mas será que esse seu genro é mais inteligente que o meu?

Antes que o primeiro tomasse pé dos disparates que estavam acontecendo ali, ele emendou:

- Pois é, compadre, eu também fiquei sabendo que dia desses meu genro fez um lindo crucifixo que não tem forma de cruz. O que o senhor acha disso?

- Isso é mesmo muito estranho compadre, pois todos os crucifixos que eu vi até hoje tem forma de cruz – contestou.

O primeiro, desconfiando da mancada que tinha cometido, respondeu de chofre:

- Liga não compadre, ambos são artistas modernos, mas independente disso eu vou pedir para meu genro dar um jeito de aplainar os cantos da mesa que ele fez e aí quem sabe o crucifixo do seu genro fique envergonhado e consiga sozinho tomar a sua forma de cruz - gargalharam.



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