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Erótico-->Os donos do lar são os amantes - capítulo XII -- 29/07/2019 - 19:22 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Perdido entre quem poderia ser aquele homem que tocava seu ombro, bem como a estranha confiança, para não dizer intimidade, que demonstrava ao fazê-lo, e a visão de sua esposa permitindo que outro homem se servisse de seu corpo em sua cama da forma que bem entendesse, Rômulo desvia a atenção do quarto e se vira para o estranho, que não demonstra qualquer temor, permanecendo tão firme quanto confiante, embora não possua qualquer tipo de artefato que pudesse lhe garantir uma imediata redenção do dono do apartamento. Entretanto, talvez por ainda estar chocado pelas revelações da noite, bem como pela visão do sexo tão barulhento quanto despudorado em seu quarto, ele não demonstra qualquer estranheza à presença do homem, acreditando ser ele mais um dos que pretende fazer uso de Cristiane esta noite. O homem é alto, de porte físico aparentemente privilegiado e é o primeiro a quebrar o silêncio entre os dois:

- Pode falar livremente comigo. Os dois sabem que estamos aqui e, independente disso, Cristiane é tarada demais por ele pra interromper o sexo antes que tenha gozado mais umas dez vezes. O garoto tem mesmo potencial.

- Então, esse é o tal Rafael? Eu tava imaginando que ela ia trazer o cara pra cá, voltei pra casa já praticamente com certeza... – Rômulo deixa de falar quando Rafael retira o membro de dentro de Cristiane e ela, como se sua vida dependesse disso, avança na direção do falo e o leva a sua boca, tomando-o com as duas mãos, deixando uma distância de meio palmo entre as duas,  ajoelhada em frente a ele, de olhos fechados, às vezes abrindo-os para observar o amante, que acaricia e puxa seus cabelos enquanto ela o fita com um olhar submisso, quase implorando pela atenção e posse do membro gigantesco que há pouco a penetrava com uma permissão concedida sem qualquer remorso. Rômulo não consegue disfarçar o espanto pelo desempenho da esposa, a forma como se entrega sem qualquer pudor e permanece parado à porta do quarto até que ela, como que incomodada pela presença do marido, retira o colosso da boca e passa masturba-lo, dirigindo-se ao homem com quem divide a cama quando o amante não está:

- Volta pra sala, corno, você não tá fazendo falta aqui. Deixa o homem de verdade trabalhar... – Rômulo baixa a cabeça e o homem na sala de estar toca novamente em seu ombro, levando-o até a sala.

- Vamos, rapaz, sentir-se inconsolável não vai adiantar nada. O que está acontecendo com seu casamento é uma inevitabilidade humana, algo que você está vivendo na prática enquanto muitos ou não sabem que vivem ou passam por isso apenas em teoria, passando suas existências em uma queda na qual eles nunca sabem quando vão atingir o chão.

- Acho que a minha cabeça já tá perturbada demais pra eu ainda escutar coisas que eu não vou entender... que conversa é essa? Você é algum outro amante da minha mulher? – os dois se sentam e o estranho prepara dois copos de uísque, servindo Rômulo para, logo em seguida, ambos retomarem a conversa enquanto bebem.

- Não necessariamente, pode-se dizer que eu sou o pai de Rafael. Ele foi concebido por mim em circunstâncias um tanto bizarras e foi criado por outro homem, só descobrindo quem eu sou quando já era adolescente. Mas aceitou bem a situação e eu poderia dizer que, hoje em dia, ele está muito melhor que antes de ser encontrado por mim.

- O pai do Rafael? Circunstâncias bizarras? Não entendi... – como se não houvesse já ouvido a história do rapaz que possui sua esposa no quarto onde dormem, Rômulo questiona o estranho.

- Eu sei que Cristiane já lhe contou minha estória. Há alguns anos eu conheci a mãe dele em uma despedida de solteiro. Ela e o marido tinham essa fantasia de que ela seria possuída por um homem superdotado enquanto ele poderia apenas assistir. As amigas dela assistiam, faziam torcida e o seguravam enquanto eu me servia da futura esposa e ela se entregava a mim, na intenção de mostrar ao corno manso o que ele nunca seria capaz de fazer com ela. Tudo com muito humor, claro, o marido traído tem de ser humilhado com todo respeito. Mas, como a natureza tem suas próprias regras e nenhum contraceptivo foi usado, o que tinha que acontecer acabou acontecendo e, meses depois do casamento, a mãe de Rafael deu à luz a um filho meu. Rafael. Imagino que ela tenha contado mais sobre mim do que o que eu acabei de lembra-lo, não? – Rômulo toma um gole do uísque duplo, sem gelo, e responde ao estranho.

- Ela fez um comentário sobre Rafael ter nascido desse jeito, sim... mas também que o garoto de programa na festa, na verdade, era o diabo... acho que justamente por isso eu não botei tanta fé na conversa de que ela tinha um amante, achei meio que ela talvez estivesse com alguma conversa, querendo que eu pensasse que ela é louca pra que eu ficasse motivado a me separar e ela ficar com o outro...

- Não, ela não mentiu. E jamais teve qualquer intenção de se separar de você ou terminar o casamento. Ela realmente te ama, e não existe nada de extraordinário nisso, uma vez que o amor humano nada mais é que lobo vestido de cordeiro. Quando se pensa na felicidade e bem-estar de quem mais se ama, na verdade, se visa o próprio conforto antes de tudo, mesmo que isso implique na cessão da própria vida ou de determinados atos que, na verdade, nos são menos importantes. Mas não vamos entrar neste assunto agora. O fato é que tudo o que ela disse sobre querer a manutenção do casamento é verdade, conforme já concluiu há pouco quando estava no parque observando as mulheres que possivelmente procuram amantes pra suprir seus casamentos com maridos que não as satisfazem e se indagando sobre os rapazes que poderiam ser amantes de sua mulher.

Rômulo quase engasga com o uísque. Não havia feito qualquer comentário com o homem a respeito de ter ou não pensado algo e tampouco dito a esposa que foi ao parque. Ele não poderia ter chegado àquela conclusão sem conhece-lo e sem que qualquer informação lhe tivesse sido dada. O susto e uma súbita atmosfera de terror que a aparência do homem passam a lhe causar, que é ainda reforçada pela intensidade cada vez maior do sexo no quarto, bem como dos rangidos da cama, lhe causam uma sensação de espanto e de terror que ele nunca havia sentido.

- Eu não fiz nenhum comentário a respeito disso. Como...?

- Surpreso? Provavelmente tanto quanto aterrorizado, eu posso sentir isso, como deve saber. Não existe emoção humana que seja segredo para mim, tanto quanto seus pensamentos mais íntimos. Não sou eu quem os cria, tampouco os estimula, mesmo porque não obtenho lucro nenhum ao fazê-lo. Mesmo porque, ao contrário do que pensam, não sou o pai da mentira ou um anjo caído, entrando e saindo da casa daqueles que vocês chamam de meu criador quando quero, como está escrito em Jó. Só na mente daqueles que precisam de esperança e de uma solução pra seus problemas eu sou culpado por alguma coisa ou detentor de alguma vontade de destruir Sua criação. Eu cago e ando pros mortais, no final das contas eu sou, no máximo, um promotor da justiça divina, talvez o síndico do condomínio de almas podres que é este mundo. Se é que chego a tanto. – Rômulo acende um cigarro antes de beber mais um gole de seu uísque. As mãos estão trêmulas e ele não sabe o que dizer ao estranho.

- Então, você é o senhor do inferno?

- Inferno? Quer dizer um lugar pra onde se vai depois da morte pra se pagar por ações que dependem dos seus próprios conceitos de bem e mal? Foram conceitos parecidos com estes que te prenderam a uma série de crenças em instituições como o casamento e que te levaram a estar aqui, agora, sustentando uma mulher que se realiza na vara de outro homem na cama onde você dorme com ela, pra não falar de todo o passado que vocês têm juntos e que se revelou uma mentira. Fora uma série de situações mundo afora que revelam que, se o ser humano é mesmo a imagem e semelhança de Deus, então Ele deve ser o pior dos monstros. E, já que a palavra Dele diz que eu sou o Príncipe deste mundo e considerando os fatos que citei... onde mais seria o inferno, senão aqui? E não seria esta espécie que se diz feita à semelhança de Deus diabo de si mesma, uma vez que se impõem uma série de códigos de ética, crenças e convenções com o objetivo de domesticar seus próprios desejos, como se estes pudessem ser domesticados? Qual a lógica de se querer reger sobre os desejos de alguém? Por que o sexo tem de ser algo tão demonizado ou transformado num tabu tamanho que muitas vezes até falar no assunto se torna algo mais demoníaco que um homicídio? Se isso não é um inferno, não sei o que é.

A estranha atmosfera que há pouco passou a ingressar o ambiente agora parece tornar-se cada vez mais densa, quase palpável. Não resta mais dúvida a Rômulo que algo diferenciado passou a tomar conta do lugar, quase como se houvessem sido transportados a outra dimensão. Ele se pergunta se seria efeito do uísque, mas a dose que consumiu não deveria fazê-lo sentir-se daquela maneira. No quarto, o sexo entre Rafael e Cristiane continua cada vez mais intenso e ela geme alto enquanto é penetrada por ele, gritando palavrões que o marido sequer imaginou que ela soubesse.

- E, já que estamos falando de ética, códigos e tudo o mais, que tal falarmos de você também, Rômulo?

- Hã? De mim?

- Certamente. Afinal, você não chegou aqui disposto a perdoar sua mulher unicamente porque percebeu que não seria conveniente afastá-la por ela ter se entregue a outros homens; você está pensando também em si mesmo, em como não conseguiria viver sem a companhia dela tanto quanto ela sem a sua... que é preferível consentir que ela te faça de corno sempre que achar conveniente, já que, no fundo, traição, ao menos no tocante à que ela pratica,  não existe e é apenas algo limitado ao físico. Mas existe algo mais além disso. Eu me pergunto se você prefere falar sobre o assunto ou se quer que eu faça isso...

- Não sei do que está falando... que segredos eu poderia ter?

- De coisas que, pra alguém como eu, não valem nada, mas que, pra um mortal, valem muito em face dos códigos de ética, de pudor e religiosos de que falamos. Coisas que tornam difícil pra alguém com um reputação, casado e disposto a manter uma aparência o mais familiar possível e que tem um desejo oculto de se tornar mulher nas mãos de um homem bem dotado, ainda que só ocasionalmente. – Rômulo se espanta. Novamente, quase engasga com o uísque, e, ao ouvir a voz do estranho, agora identificado como o diabo, que ele praticamente acredita ser quem é, ele treme e coloca uma nova dose da bebida em seu copo.

- Eu já disse, não sei do que está falando. Eu só amo minha mulher, só o que eu quero é que ela seja feliz e ser feliz com ela... mesmo que isso signifique que esse sujeito ou mesmo outros tenham que estar com ela uma vez ou outra...

- Mas isso não te bastaria, não é? Você tem necessidade de saber como uma mulher se sente, pensa em como seria estar no lugar dela, qual seria a sensação... ou não se lembra daquela visita que fez ao sex shop quando tinha quinze anos e já namorava Cristiane?

- Não! Digo... sim, eu fui, mas...

- Você tinha que fazer aquilo, não é? Tinha que sentir aquele cacete de borracha entrando pelo cu, saber qual era a sensação e, então, descobriu que era melhor do que imaginava que seria. Não conseguiu mais ficar sem depois disso e até hoje se pergunta por que nunca mais encontrou aquele pinto preto de borracha que comprou no sex shop. Bem, eu digo porque não conseguiu mais encontrar; sua mãe o achou, fazendo limpeza no seu quarto. Ficou estarrecida no início, achou que o filho era efeminado, mas, ao ver você com Cristiane com tanta frequência, achou que talvez fosse uma brincadeira dos dois. E como seu pai estava sempre ocupado com o trabalho e ela precisava de uma distração, acabou fazendo uso daquele instrumento que você enfiou dentro do próprio rabo tantas vezes. O duro é que isso acabou atiçando a curiosidade da sua velha e aí, qual a surpresa... enquanto seu pai saía pra cuidar dos negócios da empresa, um dos funcionários dele cuidava dela. Mas, pra ser corno, basta casar, assim como, pra morrer, basta estar vivo... não é?

- Minha mãe... – com o choque das revelações, Rômulo não nota Cristiane chegar à sala, trazendo Rafael puxado pelo membro cavalar. Ambos riem e o visitante junta-se ás risadas dos dois, enquanto a esposa masturba o amante, cujo falo logo se endurece novamente, aos poucos, diante dos olhos estarrecidos do marido traído, que bebe o gole final de seu copo.

- Pois é, papai trabalhava pra comer e o empregado comia a mulher dele... quem via dona Vera toda família, quase uma mãe, nem ia imaginar que vira e mexe ela tava de quatro pro negão que trabalhava na empresa do marido. Mas a vida é assim mesmo, pra que julgar se a gente pode gozar, diz ela, dando um beijo na cabeça do membro de Rafael. É como no seu caso, mozão... tá aí, com água na boca por causa dessa rola que fez pela sua mulher coisa que você nem podia sonhar em fazer, doido pra ele te fazer de puta igual acabou de fazer comigo. Pra que se privar disso, né? – Cristiane se ajoelha diante de Rafael e mama seu cacete uma vez mais, deixando-o em riste, e então se ergue novamente, puxando o amante pelo membro descomunal até o marido, que puxa do sofá e coloca de joelhos. Talvez pelo efeito da bebida ou mesmo por não desejar fazê-lo ele não oferece resistência alguma quando vê Rafael ereto a menos de um palmo de seu rosto e a esposa tira sua roupa, deixando-o nu e desorientado diante da situação. Cristiane, então, o pega pelo cabelo, de forma a mostrar domínio da situação, tendo o colosso de Rafael na outra. O estranho observa de longe e sorri, sem esboçar qualquer reação extravagante, deixando toda a diversão para a esposa adúltera e seu amante:

- Acho que já sabe o que fazer com isso, né, diz ela, guiando o pênis de Rafael até a boca do marido, que não reage, exceto por estar boquiaberto de espanto, pois só havia limitado suas fantasias a consolos artificiais e nunca havia experimentado um homem de verdade, ainda mais um com aquele dote sobre-humano. Agora encontrava-se ali, à mercê da vontade daquele que era soberano do desejo de sua mulher, que sorria enquanto ela segurava seu membro e o levava à boca do marido traído, que naquele momento era apenas uma mulher à disposição do homem que foi presenteado com o desejo daquela com quem Rômulo se casou, visualizando não apenas o tempo presente mas também o que seria de seu futuro, totalmente submisso à esposa e, consequentemente, a seu amante e a qualquer outro homem que viesse a dividir a cama com ela.

- Olha que putinha safada, diz ela, enquanto o marido chupa o membro de Rafael, de forma cada vez menos tímida. É mesmo uma bichona, ninguém é tão ruim de cama se não tiver vocação pra servir uma pica de tudo que é jeito. Tá sentindo esse gostinho na piroca do meu macho? É a boceta e o cuzinho da mulher com quem você casou, mas que não é sua, porque você não é homem pra fazer ela ficar contente por ser mulher. É por isso que de hoje em diante você paga as contas, mas o homem da casa, que divide a cama comigo e usa meu corpo como quer é o dono dessa rola que você chupa... e que agora vai comer a sua bunda!

Rafael toma Rômulo com ambas as mãos e o coloca de quatro no chão, de frente para o sofá, onde Cristiane se senta e posiciona sua vulva em frente de sua boca, levando-o a suga-la. Como que por instinto, o marido cornudo passa a usar a língua, passando-a por toda a extensão do sexo da mulher e sem estranhar o líquido que escorre de dentro dela. Ao mesmo tempo sente o membro gigantesco de Rafael batendo contra uma de suas nádegas, como se para avisá-lo da iminente penetração ou mesmo ameaça-lo, considerando o estrago que pode causar.

- Gosta, né, vagabunda, de saborear a porra do macho da sua mulher escorrendo de dentro dela? Tá sentindo o pau dele no seu rego, pronto pra entrar rasgando nesse seu cu virgem? – tão logo a esposa termina de falar, Rafael posiciona a cabeça do membro no ânus do marido traído e o empurra para dentro, de forma vagarosa e constante, deixando dúvida sobre se procurava prolongar o sofrimento do passivo ou torna-lo o mais suportável possível. Cristiane puxa o cabelo do marido, levando-o de encontro a sua vagina e abafando um gemido de dor, que a faz sorrir e o leva a apertar suas coxas, que ele abraça, enquanto Rafael empurra para dentro do reto o membro descomunal, que chega até a metade quando Rômulo parece já não conseguir mais suportar a agonia da penetração. Quanto mais a dor no reto parece aumentar, mais tanto Rafael como o visitante e a esposa adúltera parecem se divertir com a situação. Logo o membro está completamente agasalhado entre as nádegas do marido, que leva vários tapas em uma delas enquanto Rafael começa os movimentos de entrada e saída, sentindo os testículos baterem contra a bunda de Rômulo, segurando seus quadris e testemunhando as risadas de Cristiane, que segura o cabelo do marido com mais força, puxando-o com a mesma intensidade com que Rafael o penetra. A velocidade dos movimentos aumenta e o marido morde o sofá, deixando visível o sofrimento, enquanto a esposa ri, faz comentários, e o amante parece não se cansar.

- Vai, puta, mexe... tá doendo, mas a gente sabe que você vai agradecer depois. A primeira vez é difícil, mas a gente vai arrancar esse cabaço hoje. Agora você já é mulher e o Rafinha vai te fazer feliz toda semana! – Finalmente, em meio aos gemidos abafados de Rômulo, o visitante resolve quebrar o silêncio e, como se o consolasse em meio à aflição do prazer, conversa com o marido traído:

- Entenda, Rômulo, você está agora passando por um momento de aflição... mas isto nem de longe deve ser visto como um castigo da vida ou uma demonstração do que o inferno reserva a você, mesmo porque este lugar que você chama de mundo já é um inferno devidamente administrado por vocês de forma que eu não poderia sequer sonhar em fazer. E um marido humilhado perante sua esposa, transformado numa mulher pelo mesmo homem que passa mais tempo na cama com ela que você nada mais é que uma metáfora da existência, algo pelo qual todo homem passa por ter seu desejo, físico ou não, entregue às mulheres, de quem acabam se tornando algo igual ou pior ao que Rafael faz com você neste momento. Não há sequer uma alma viva que possa apontar o dedo em seu rosto e acusa-lo do que quer que seja, pois são todos amantes passivos com quem a vida faz o que quer que queira, tendo como álibi o livre arbítrio que seria dado por um Deus que faz de mim a máscara que veste para se tornar quem realmente é... e que faz do mundo uma metáfora do que é feito de você agora. – Rômulo perde o ar enquanto Rafael estoca no interior de seu reto, agora com velocidade reduzida.

- Putinha ficou sem ar, foi, diz Cristiane, antes do marido lançar um último gemido, quase chorando. Não chora, infeliz, você tá aqui pra isso. E era o que você tava querendo mesmo...

- Já basta disso. Após esse esclarecimento, que eu acredito ser útil a essa prostituta travestida de homem, acho correto que eu conclua o que meu filho começou, mesmo como uma forma de ser agradecido pelo esclarecimento prestado. – o estranho retira sua roupa, deixando um membro pouco maior que o de Rafael e de uma ereção assustadora aparecer. O amante sorri para Cristiane enquanto seu pai se aproxima e permite que ela beije o membro e o sugue com avidez. Em seguida, ela se levanta e Rafael se retira do reto de Rômulo, tomando o lugar de Cristiane no sofá enquanto o outro visitante se posiciona atrás dele.

- Não... – por um instante, Rômulo tenta resistir, mas Rafael o segura pela orelha, como que no intuito de discipliná-lo, e ele, como se consciente de seu papel ali, leva o membro do amante de sua esposa à boca, chupando-o apoiado nas coxas musculosas do rapaz.

- Não devia ter se manifestado dessa forma. É assim que demonstra seu agradecimento após a sabedoria que lhe transmiti, negando a um visitante a única coisa que teria a lhe oferecer? Ingrato! – Sem hesitar, o demônio empurra seu membro em direção ao interior mais íntimo de Rômulo, que tem um grito abafado pelo membro de Rafael, que chega quase até sua garganta. Cristiane leva as mãos à boca e tem uma risada abafada enquanto os dois usufruem do corpo de seu marido da forma como bem entendem, até que, subitamente, talvez pelo efeito da bebida, das revelações da noite ou das consequências dela, o advogado desmaia.


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