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Erótico-->Os donos do lar são os amantes - capítulo II -- 29/07/2019 - 19:03 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Cristiane não chega a estranhar as luzes do apartamento apagadas ao entrar, mas logo sente o cheiro do cigarro do marido e percebe que, estranhamente, ele ainda se encontrava acordado. Não era muito comum vê-lo de pé a essa hora, haja visto que não era dia do futebol com os amigos, sexta-feira, e, a julgar pelo fato de que se encontrava na sala, deitado e fumando, não tinha serviço extra para fazer. Ela se pergunta qual seria a situação, não tardando a iniciar a comunicação com o companheiro:

- Amor, você tá aí, diz ela, ao ver Rômulo deitado no sofá. Que aconteceu que tá acordado ainda? Pensei que já tinha ido dormir... – e ele dá uma nova tragada em seu cigarro antes de responder.

- Não... tem algumas coisas na minha cabeça, não consegui dormir ainda. – e ele se endireita no sofá e se senta, apagando o restante do cigarro e deixando a fumaça sair pela boca para, em seguida, pegar a carta que lia antes da esposa chegar em casa. Como se tivesse se esquecido de levantar para olhar nos olhos da mulher quando ela lhe desse uma explicação ele permanece sentado, passando-lhe a carta e respirando fundo.

- Você quer me explicar o que é isso?

- Que carta é essa?

- Isso chegou hoje da faculdade. É uma carta, dizendo que você vai ser reprovada por falta, que tem perdido aulas demais. Como que isso pode estar acontecendo se eu te deixo na porta da faculdade todas as noites ou te vejo pegar o ônibus pra ir pra lá e você nunca faltou a uma aula? Se você entrou na sala deve ter assinado a lista de presença, só não assinou se não estava lá. E, se não está na faculdade, pra onde você pode ter ido? – Cristiane permanece vários minutos olhando para a carta, lendo-a ou ao menos deixando a entender que o faz. A expressão no rosto mostra seu inconformismo com a situação e, não muito depois de ler o conteúdo ou fingir que o fazia, retoma o diálogo com o marido desconfiado:

- Isso aqui já foi tudo regularizado, não sei por que eles mandaram essa carta. E mais, eu matei ou saí mais cedo de algumas aulas pra poder fazer trabalho em grupo com alguns colegas de classe, isso aí foi falha da faculdade. Vou resolver tudo isso amanhã mesmo. São uns palhaços, no mínimo pensam que vou ficar quieta vendo isso e acabar sendo reprovada por falta e passar mais um ano dando dinheiro pra eles...

- Mas são muitas faltas... segundo eles, você faltou a uma determinada aula praticamente uma vez por semana, e o professor ou professora só dá aula duas vezes na semana. Você não pensou nisso?

- Acho que fiquei muito tempo sem estudar e acabei me desacostumando com o ritmo... E outra coisa, todas as vezes que saí da aula dessa professora já tinha feito a chamada e ela sabia que a gente estava saindo pra fazer trabalho, não pra vadiar. Não sou como esse povo que, quando chega sexta, vão todos pro bar e praticamente esquecem que estudam. Tanto que que eu chego em casa no horário todos os dias, a não ser que aconteça alguma coisa.

O tom da mulher lhe parece convincente, bem como a estória que ela conta. Teria uma possível perseguição por parte de uma professora resultado em uma vingança na qual a lista de presença teria sido usada como arma? E o que teria motivado isso se, até o momento em que começou a estudar na faculdade, ao menos segundo Rômulo sabe, ela não conheceria ninguém por lá? Seja como for, as palavras dela, associadas ao alicerce que mantém seu relacionamento de pé, os anos que vêm passando juntos desde adolescentes, o ajudam a se convencer da veracidade de suas palavras.

- Você achou o quê, que eu tava te traindo?

- Olha, pra dizer a verdade, eu estranhei, sim, o fato de você não estar indo pra faculdade ou de possivelmente não estar. Eu sou homem, sou desconfiado, e vejo cada coisa no meu trabalho...

- Mas eu tô a vida toda com você, sabe que eu te amo e que nem penso em outro homem... não tem por que você ficar com paranoia agora, depois de todo esse tempo e de tudo isso que nós construímos juntos. A gente tem uma história, uma vida, eu acho que já cheguei num ponto em que não preciso provar nada pra você. O nosso dia a dia já prova tudo. Não é?

Ele permanece calado. Respira fundo novamente e sorri para a esposa, que retribui o sorriso e o beija demoradamente. Os dois permanecem abraçados apertada e demoradamente, até que a esposa o puxa para o quarto, retira o vestido que usava e ele, como se entendesse o recado, passa a se despir também. Os dois se deitam, beijando-se calorosamente, e logo Rômulo está perdido entre as pernas da mulher, sendo rapidamente engolido pela fenda quente e úmida que não tarda a dar boas-vindas aos movimentos de seus quadris. A esposa geme, abraça o marido e ele, estranhamente, parece ouvi-la balbuciar silenciosamente um nome, impressão que ele logo passa a ignorar por acreditar tratar-se ainda de efeito causado pela carta e pela discussão tida há pouco com ela. 

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