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Erótico-->Os amigos da esposa -- 29/06/2019 - 16:02 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Jorge desce a rua e entra em um bar aberto recentemente próximo de sua casa, no bairro do Tatuapé. Por ser terça feira ele imagina que não haverá ninguém frequentando o local que o conheça. Uma cerveja, alguns petiscos e ele vai se sentir melhor, embora saiba que vai ter que beber muito hoje, pois a esposa lhe disse pra não voltar cedo pra casa, já que ela vai estar com visitas e não queria que ele perturbasse os convidados. Como não poderia deixar de ser ele saiu para o bar, sempre se perguntando se os vizinhos saberiam o que se passa em seu lar durante as visitas dos amigos da esposa, uma vez que ela não fazia questão nenhuma de ser discreta ou de esconder a natureza desses encontros ocorridos na casa em que vive com o marido. Felizmente, não têm filhos, pois ele não conseguiria explicar não apenas sua reação diante das atitudes da esposa Alessandra como também o que levaria a mãe a fazer o que faz.

Procura observar o noticiário na televisão e tenta ignorar um ou outro zumzumzum entre os transeuntes, os sorrisos amarelos e muitas vezes cheios de compaixão, os cumprimentos vazios, enfim, respondendo apenas de forma muito discreta. Engraçado, ele pensa, como a vida adulta nos leva a ser educados e mentir sobre o que realmente pensamos uns dos outros. Se estivesse na escola com certeza seria tão humilhado pelos colegas que não conseguiria sequer frequentar as aulas e teria que procurar outro local para estudar. Mas, infelizmente, a realidade é outra, existe patrimônio em jogo e ele não tem como correr do que está acontecendo e, por que não admitir, não tem vontade de fazê-lo.

Cinco anos atrás Jorge estava terminando sua faculdade de Direito e teve a chance de trabalhar no escritório do pai, um renomado advogado em São Paulo. Atuando na área tributária, criminal e trabalhista acabou fazendo seu nome e sua riqueza, comprou uma casa e as coisas começaram a andar. Em meio a esta trajetória conheceu Alessandra, que cursava Administração e trabalhava como gerente de um banco público. Os dois foram se aproximando aos poucos e logo estavam saindo, encontrando-se uma, duas, três vezes por semana, até estarem finalmente noivos seis meses depois. A paixão dele pela mulher de estatura média, cabelo loiro e olhos verdes foi fulminante e ele não podia deixar passar a chance de tê-la com ele. Origens um tanto diferentes, ela era da baixa zona leste e ele cresceu em Perdizes, passaram por experiências diferenciadas, mas ele não se importava, querendo apenas estar com aquela mulher que lhe fazia o sangue ferver. Ela não sentia ou sequer demonstrou estar tão louca por ele quanto ele por ela, mas havia um sentimento, que acabou resultando no casamento dos dois com comunhão de bens.

Ele comprou a casa no Tatuapé, a casa de praia em São Sebastião, e também três kitnets no centro, que mantem alugadas. O patrimônio do casal é bom e dinheiro não lhes falta. Há uma ou outra discussão sobre os amigos antigos que Alessandra convida de vez em quando para o samba em casa, mas Jorge sempre acaba engolindo seco quando a esposa fala mais alto e parece demonstrar que pode deixa-lo por causa dessas implicâncias. Muitas vezes Alessandra chega a dar demonstrações que já entendeu que é em ocasiões assim que ganha seus melhores presentes. Mas, apesar de seu papel de submissão perante a mulher, Jorge estava realizado profissionalmente e, familiarmente, se dizia feliz. Pensava em filhos embora a esposa não manifestasse entusiasmo pelo assunto, ao qual não dava muita importância. E foi em meio a este clima de submissão da parte do homem e uma dominação quase total por parte da mulher que as coisas iriam mudar ou tomar um rumo talvez inevitável.

Sempre procurando estender a mão ao próximo, Jorge decidiu dar uma chance a um de seus clientes, homem de poucas posses, que havia sido preso por porte ilegal de arma. O advogado conseguiu evitar que fosse condenado ao regime fechado e a redução da pena, de forma que o criminoso começou a cumpri-la em regime semiaberto. Jorge, então, conseguiu para o rapaz um emprego em uma empresa de engenharia, de forma que o homem acabou indo trabalhar na reforma da casa do advogado como forma de pagamento.

Uma tarde, em um sábado, Jorge levou o pedreiro até sua casa para apresentar o serviço e, como não poderia deixar de ser, apresentou a mulher ao futuro empregado. A esposa não escondeu o espanto e também a alegria quando viu o detento e o reconheceu como Ricardo, um ex-namorado que ela havia tido antes de conhecer Jorge. Um abraço mais caloroso que o esperado dos dois, reapresentações e conversa jogada fora e, finalmente, Jorge pôde apresentar o novo peão ao trabalho, que começaria a desempenhar segunda-feira. Buscando ser mais discreto ao se despedir, apesar da atitude ainda incontida da esposa de Jorge, o detento partiu, deixando o casal a sós para que Jorge finalmente perguntasse a respeito do antigo relacionamento.

Alessandra contou então, sem esconder o clima descontraído, que Ricardo havia sido seu namorado durante dois anos e que era envolvido com o tráfico na época. Quando começou a ter problemas com a lei foi obrigado a desaparecer de São Paulo e partiu para o Rio de Janeiro, onde possuía amigos em facções criminosas. Mas a separação foi forçada para os dois e ela mesma nunca esqueceu, segundo ela própria, as recordações que tinha do relacionamento. Ela sorria ao falar desta parte, não conseguindo olhar o marido nos olhos ao falar do assunto, que não foi mais debatido.

No domingo, Jorge e Alessandra foram para um almoço na casa dos pais de Jorge, como de costume. Alessandra falou pouco e pareceu um tanto distante, embora fizesse seu papel de nora como de costume. A mãe de Jorge percebeu o ocorrido e perguntou o que houve, ao que ele respondeu ser provavelmente excesso de trabalho. No caminho, indagada sobre a atitude durante o dia, a esposa alegou estar cansada.

Começando a semana, o advogado saiu de casa no horário de sempre, deixando a esposa no banco em que trabalha, como de costume, no caminho para o escritório no centro. Clientes novos, audiências, tudo correndo normalmente e, em algumas ocasiões, liga para casa para saber de Ricardo como está indo a reforma da edícula. O pedreiro diz então que precisa de material novo e que está faltando dinheiro para ir ao depósito de material de construção. Comprometendo-se a providenciar a importância, Jorge procura a quantia solicitada no cofre, indo para casa logo depois de avisar a secretária que voltaria mais tarde.

Após o trânsito conturbado até o Tatuapé, ele finalmente chega em seu bairro e, estranhamente, vê a esposa saindo do sobrado. Algo lhe diz para não se aproximar ainda, deixando que a mulher se vá. Ela, então, sai e entra no lado do passageiro de um carro e ele se aproxima da casa em seguida, entrando e indo para os fundos, onde espera encontrar o detento e os serventes de pedreiro. Os três conversam descontraidamente e, embora nenhum nome seja dito, Jorge pode notar que o assunto é uma mulher e a forma como a mesma foi possuída pelos três da forma mais depravada possível. Tão logo o advogado aparece, os três o cumprimentam, passando a falar a respeito do serviço. Jorge deixa o dinheiro pedido e sai em seguida, dizendo que precisa retornar ao escritório. A conversa dos pedreiros recomeçou, então, em tom mais animado que o anterior. 

À noite, chegando em casa, Jorge encontra a mulher, ainda com a roupa do trabalho. Ela serve jantar aos três pedreiros, que cumprimentam o dono da casa animados, embora notem a expressão de espanto no rosto do patrão, que se surpreende ao ver a mulher servindo comida aos peões, uma vez que ela jamais cozinhou para o marido. Seguindo sua rotina, ele sobe as escadas e pede licença, subindo para o quarto. Pouco depois, estava tomando seu banho, sem conseguir evitar de se sentir mal pelas cenas que viu ao longo do dia, uma sensação que começou ao sábado, se confirmou no domingo e já na segunda parecia crescer de forma que ele parecia não poder evitar por mais que quisesse.

Ao sair do banheiro, a mulher está no quarto, preparando-se para o chuveiro e ele, em silêncio, se veste, não comentando o ocorrido presenciado ao chegar em casa. Descendo para jantar, estranhamente, encontra a tolha da mesa afastada e alguns talheres no chão. A comida encontra-se pronta, mas não entende ainda o estado da mesa e os talheres. Cansado demais para pensar no assunto naquele momento, ele prepara o prato e se senta para comer. Alessandra se senta à mesa e os dois conversam, ela com um ânimo que jamais havia demonstrado antes, nem parecia que havia trabalhado o dia todo. Indagada sobre como a obra poderia estar indo sua resposta foi irônica, dizendo que esteve no escritório o dia todo, então como poderia saber? À noite, se perguntando o que a esposa havia ido fazer na casa em horário de serviço, o marido não consegue dormir.

Os dias iam passando e as dúvidas quanto à mulher pareciam cada vez mais transformar-se em dolorosas certezas. Jorge a deixava no centro e ia para o escritório, onde buscava se concentrar no trabalho para esquecer a possível, praticamente certa, traição de Alessandra. Mas não podia deixar de lado questões de trabalho importantes e deixar com que tudo ficasse parado para cuidar de assuntos pessoais. Enquanto isso pensava em tudo o que viu nos últimos dias, nas reações da esposa quanto ao ex-namorado que, sem que ele soubesse, colocou dentro de sua casa, a mesa desarrumada, a ida até a casa na hora do almoço que ela não lhe contou...  Tudo indica que a infidelidade não só exista, mas que, também, está ocorrendo dentro de sua própria casa, talvez em sua cama. Não sabia o que pensar pois sua vida sexual com Alessandra sempre foi básica, morna, e ela mesma nunca demonstrou um apetite sexual muito grande.

À noite, ao chegar em casa, percebe que Alessandra já chegou e que se encontra no chuveiro. Ricardo e seus ajudantes já não se encontram no local. Ele entra no quarto e se prepara para o banho, sem que a esposa note que ele adentrou a suíte devido à luz do quarto apagada. Assim que se senta na cama ele ouve gemidos dentro do banheiro, acompanhados de ruídos estranhos, porém familiares, que ele sabe que não deveria estar ouvindo de dentro de seu banheiro por ele não se encontrar ali. Finalmente, da forma mais inesperada, ele finalmente confirma seus temores ao ver a esposa virada para a parede, as mãos apoiadas nela, e Ricardo logo atrás a penetrando de uma forma selvagem, impiedosa, que a levava ao clímax e a fazia dizer palavras sem sentido e se entregar de forma despudorada, desprovida de qualquer vergonha, como ele jamais havia visto anteriormente. Jorge encontrava-se atônito, pasmo, ao presenciar aquele homem pardo tomar sua esposa da forma que bem entendesse e ainda mais ao vê-la se realizar ao sentir o membro gigantesco entrar e sair de dentro de si, parando ainda para se ajoelhar diante do homem e sugar seu sexo com avidez e fome quase que insaciáveis.

Ainda sem conseguir acreditar no que vê, Jorge dá pequenos passos à frente, praticamente sem ter ciência disso, sendo finalmente visto pela esposa, que a princípio demonstra susto pela presença do marido. Mas ao notar a expressão de mistura de tristeza e espanto, para não falar indecisão, no rosto do homem com quem divide a cama, ela sorri, passando a língua na cabeça do membro de Ricardo, e batendo com o corpo do pênis em sua língua sem desviar os olhos do marido, que continua indeciso sobre qual seria a melhor decisão a tomar. Então, chamando a atenção do amante, Alessandra aponta para a porta e lhe mostra o homem traído, que assiste sua esposa sendo possuída por outro, sem saber que reação esboçar diante disso e ambos começam a rir. A adultera, então, vira novamente para a parede e se dirige ao amante enquanto posiciona seu membro à entrada de seu ânus. “Me enraba outra vez, meu homem, soca esse pauzão inteiro no cu da sua putinha”, ela diz. Iniciando movimentos lentos, que logo assumem velocidade maior, o pedreiro invade sem hesitação ou piedade o reto da esposa do advogado, olhando para o corno e sorrindo. “Essa sua mulher é uma usina atômica”, ele diz. Durante os minutos da penetração Jorge permanece estático até que finalmente Ricardo se derrama dentro de Alessandra, que abre as nádegas e deixa que o marido veja a carga gigantesca de sêmen que sai de seu interior. Os dois se lavam e, em seguida, saem do banheiro, passando pelo ainda espantado marido, que finalmente se senta em uma poltrona no quarto enquanto a esposa e o amante se enxugam e, em seguida, ela se senta à cama e dá um último beijo na cabeça do membro de Ricardo, sorrindo para ele e piscando maliciosamente. O pedreiro se veste e diz à mulher que amanhã está de volta, e ela diz que ele deve se sentir em casa e descansar hoje para estar disposto amanhã. Alessandra se deita e Jorge permanece sentado, mão à testa e Ricardo sai do quarto, descendo as escadas e deixando a casa.

Assim que estão sozinhos, a esposa começa o diálogo. Jorge, ainda indignado e sem ação, observa a cama aos poucos se sujando com os traços do esperma do outro homem que saem dos orifícios mais íntimos de Alessandra enquanto ela, sem se comover, lhe fala que sabia que cedo ou tarde o flagrante ia acabar acontecendo, até mesmo porque ela não fez a menor questão de esconder coisa alguma. No começo, talvez, mas acabou mudando de ideia e decidiu fazer o que quer que lhe viesse à mente em um determinado momento. Ricardo, segundo ela, sempre foi o homem que a fez sentir mulher na cama, aquele que sabia lhe dar prazer, enquanto Jorge era apenas uma obrigação que ela era obrigada a cumprir. Muitas vezes quis inclusive que ele a traísse para que houvesse uma razão para o divórcio, mas sabe que ele não seria homem o bastante para satisfazer uma outra mulher, ia acabar apenas sendo corno de mais uma.

Finalmente, coloca as cartas na mesa e deixa claro que não vai abrir mão de seu amante bem dotado e que vai caber a Jorge decidir se continua ou não com ela. Com uma expressão típica de alguém cuja vida parece ter acabado, ele olha para a esposa e deixa claro que não quer a separação, que isso para ela talvez seja apenas fase e que não conseguiria viver sem ela. Ela, em contrapartida, responde: “aceite então que, de hoje em diante, você não toca mais na sua mulher. Que você é corno e que vai apenas morar comigo, mas que meu homem é o Ricardo e quem mais ele decidir que se deita comigo. Sim, muitas vezes eu venho aqui em casa durante o dia e ele está com os ajudantes, que são amigos deles do tempo de cadeia. E como uma putinha obediente faço o que meu homem manda, até porque os outros dois também mandam muito bem...”

Como se não bastasse o flagrante, agora a descoberta que sua esposa faz orgias com o amante e outros homens. Em meio a um surto o homem arranca os próprios cabelos e fica sem saber o que fazer, mantendo a cabeça baixa e apertando as mãos contra ela. “Faz um favor”, diz a esposa, “vai ter esse chilique de bicha em outro lugar, já fez papelão que chegue hoje. Um cara que pega a esposa se realizando no pau de outro e não sabe o que fazer, parece piada...”

Jorge deixa o quarto e vai para a sala de estar. Senta-se no sofá, em meio ao escuro, sem saber o que pensar. De um minuto para o outro é como se tudo houvesse ido por água abaixo. Ao mesmo tempo, sente um calafrio de excitação ao pensar na esposa sendo possuída pelo pedreiro da forma como viu e a imagina na cama com ele e os outros dois homens. Com um sentimento de vergonha e ao mesmo tempo excitação ele retira seu membro da calça e se masturba, de forma tão intensa quanto possível, até ejacular furiosamente e atingir a mesa de centro e o piso da sala.

Acabou caindo no sono no sofá. Acorda por volta das 09:00 vendo a esposa tomar seu café e se apressar para o trabalho. Lembra-se então que logo o pedreiro irá estar ali para o serviço e que não quer vê-lo, até porque não saberia como encará-lo, depois da cena da noite anterior. Sobe correndo até o quarto e troca de roupa, lava o rosto e faz a barba. Ao descer percebe que a esposa já se encontra dentro do carro para que ele a deixe no centro da cidade, como faz todos os dias. No trajeto ela evita falar, não lançando sequer um olhar ao marido. Chegando próximo ao local de trabalho, ela finalmente quebra o silêncio.

“Ricardo vai passar a ficar lá em casa. O aluguel dele tá muito caro e ele, de hoje em diante, vai ficar morando conosco. Você pode dormir no sofá da sala já que ele vai estar no quarto comigo. Não quero uma palavra sua, um incômodo, se ele achar que você está perturbando e quiser te quebrar em dois não vou intervir. Então, é bom você se comportar.”

O advogado, então, percebeu que o homem da casa, agora, finalmente era outro. Chegava em casa à noite e era obrigado a usar o banheiro social, uma vez que a esposa não permitia que ele fizesse uso da suíte. À noite, podia ouvir os rangidos da cama quando o pedreiro fazia uso de sua esposa como bem entendesse e ela se entregava a ele, se realizando como há muito não fazia, desde que se separou de Ricardo e se casou com Jorge tempos depois. Perdido em meio à sua própria inadequação e sentindo cada fibra de seu ser se contorcer, o advogado procura se afastar dos ruídos, que duram horas, mas logo procura se adequar à situação de que estaria pagando as contas da casa para que outro homem usasse sua esposa da maneira que achasse melhor, sem encontrar nela qualquer sinal que não fosse de aprovação.

Não dizia qualquer palavra quando acordava de manhã e via a esposa tomando café para ir trabalhar e que o pedreiro continuava na cama. Apesar de estar no semiaberto, Ricardo cuidava para que sua presença no presídio fosse confirmada e ele pudesse passar as noites com Alessandra na casa em que a amante mora com o marido. Estranhamente, passava pela cabeça de Jorge denunciar o então cliente, uma vez que não perderia nada ao fazer uma ligação anônima e Ricardo sequer era grande lucro para a firma. Seja como for, a ideia acabou caindo no esquecimento em face do que isso poderia significar para o seu relacionamento com a mulher.

Um dia, durante o ritual normal de trabalho, embora o trajeto fosse feito em silêncio, ela veio com uma novidade. Disse que iria convidar alguns amigos para vir à casa à noite e que o marido deveria sair para não incomodar. Seria interessante, inclusive, se ele tivesse outro lugar para dormir, pois não o queria no quarto e os convidados iriam estar na sala com ela. Ao perguntar quem eram a resposta ouvida é que seriam amigos de Ricardo, cerca de dez ou quinze. Jorge engole seco e já pensa na natureza do encontro, mas ironicamente se flagra pensando mais no que vai estar fazendo à noite do que no fato de que cerca de quinze homens estariam fazendo sexo com sua esposa.

No bar, Jorge toma sua cerveja e come os petiscos, decidindo já estar na hora de ir para casa. Paga sua conta e recebe do garçom um sorriso que não sabe ser de ironia ou camaradagem, então caminha de volta até o sobrado. Logo à entrada, vê pessoas no portão que parecem interessadas no que acontece na sala de estar, onde pode-se ouvir funk e ver-se sombras que mais parecem movimentos de sexo explícito. Assim que Jorge chega os vizinhos passam a perguntar o que acontece dentro da casa, mas ele apenas passa de cabeça baixa, presenciando parte da cena e ouvindo alguns comentários dos vizinhos. Ele percebe pelo vidro da sala que a esposa é a única mulher presente e que homens, a maioria negros, fazem torcida enquanto ela faz um sexo oral faminto em dois deles e uma dupla penetração com outros dois. Parado em frente ao vidro, de uma forma que acredita que não será visto, o advogado apenas observa enquanto Alessandra se felicita em meio àqueles homens, que fazem dela tudo o que bem entendem e, em um dado momento, ela percebe o marido observando o ocorrido pela janela, sorrindo e chamando por dois convidados, dizendo algo a eles e apontando para a janela. Jorge, como se ainda estivesse atônito pelas cenas que acaba de presenciar, e talvez ainda grogue pelas cervejas que tomou, permanece no local até que dois homens nus e fortes aparecem despercebidamente e o levam para a sala de estar, colocando-o de joelhos após pedido da esposa. Nos momentos seguintes os homens se revezam de todas as formas possíveis e Jorge nada mais faz que observar, sem dizer sequer uma palavra, como se estivesse dividido entre o amor que ainda sente pela esposa e uma reação dos homens, bem maiores do que ele. Em um dado momento ela manda que os amantes tirem a roupa do esposo, que é ridicularizado pelo físico fraco e pelo membro de tamanho inferior, e o colocam deitado no chão da sala.

A esposa se posiciona de quatro e, ao comando de Ricardo, os homens passam a penetra-la um por um até o momento que é, visivelmente, aquele em que cada um deles ejacula dentro dela. Perdido em meio a tudo que acontece Jorge não consegue sequer pensar em fazer algo que não observar aquela dúzia de parceiros invadirem sua esposa com o consentimento dela, que delira e se entrega sem pudor algum a eles de formas que ele jamais imaginou serem possíveis. Tão logo todos terminem, ela caminha até a mesa para pegar uma jarra de água e, no caminho, suas nádegas recebem tapas dos convidados. Ela bebe água e sorri ao olhar para o marido, ainda deitado, e comenta, entre as risadas dos homens, que é bom que ele saiba seu lugar e não se movimente até que seja ordenado. Finalmente, ela caminha na direção dele e se posiciona sobre seu rosto, mandando-o abrir a boca. Então, se senta e passa a urinar longamente, fazendo com que o marido torça o rosto ao sentir o gosto de urina e sêmen se misturar garganta abaixo. Os homens e a esposa gargalham, ela  olhando para cima, num sentimento de dominação, então olhando para o marido e dizendo a ele que se não engolisse tudo iria chupar os membros de um por um ali até que todos ejaculassem dentro de sua boca e ele consumisse cada gota. Sem saber o que seria pior ele obedece, sem deixar que sequer uma gota se derramasse e ela, então, fica de pé, e diz que o batismo de seu corno manso estava concluído. Em seguida, o manda ficar de pé e, com um tapa na nádega, se vestir e ir para o quarto dos fundos, pois ela ainda tinha muito o que se entreter com seus convidados. Ao começar a se vestir, Jorge é empurrado por Ricardo, em seguida pelo resto dos convidados, que mandam que ele vá se vestir lá fora, pois não tinha mais o que fazer ali. O advogado, então, se afasta, indo para o quarto dos fundos.

O quarto não tem mobília e sequer foi arrumado, mas Jorge já entendeu que o propósito era justamente este; fazer com que ele se sentisse um mendigo dentro da própria casa, que sua mulher não lhe pertencia mais e que ele trabalharia daqui para a frente para sustentar o prazer dela com Ricardo e com quem mais ele determinasse, uma vez que a vontade de sua esposa pertencia ao amante e que ela faria o que quer que fosse mandado por ele.

Dentro da casa o clima é de festa. Apesar de tudo o advogado e marido está feliz, pois sua esposa continua com ele, morando sob seu teto e estaria feliz, embora jamais fosse permitir de novo que ele a tocasse. Esse pensamento o conforta, mesmo sabendo que muitas vezes ele seria submetido ao cumulo das humilhações para fazer com que ela fosse feliz. Gemidos e gritos de prazer ecoam da sala de estar e se estendem pela noite. Jorge escuta durante um tempo até, finalmente, se conformar com o que seriam seus próximos dias e, então, cair no sono. 

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