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Crônicas-->O delírio da febre de Bidião -- 17/08/2017 - 15:35 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O delírio da febre em Bidião

O pároco antes da fuga desastrosa, resolveu passar num posto de saúde para tomar a vacina contra a cepa da gripe anual. Ao tomar a vacina, percebeu que todos os músculos contraíram na entrada da agulha furiosa que, ao ver o tamanho do braço, logo se alegrou. Sabia que haveria muito trabalho para vencer fibra por fibra muscular. Afinal décadas de resistência para ser justamente devorado pela fúria de uma agulha que nele projetaria todo um arsenal de defesa corpórea contra um vírus que anteriormente já havia nocauteado o Padre Bidião. Dessa vez como estava em fuga, pensou melhor que no novo ambiente teria que se precaver principalmente no que se refere à saúde.
Dias depois de tomar a vacina, sentiu um calor que quase queimara o emaranhado do juízo. Correu em busca da caixa de remédios que levara junto com as poucas batinas, meias, samba-canção durante a fuga. Ao abrir a caixa, viu uma enorme cobra 🐍 que resolveu fazer moradia através do movimento SMB ( Sem Meio Ambiente ). Ela foi levantando a cabeça com os olhos de mira ao alvo e a língua que ensaiava o santo Rosário. Largou a caixa e correu em direção à mata em busca de alguma nascente de rio que amenizasse a febre. Pelo caminho, não havia notado que no pescoço carregava o Rosário das contas benditas até que ao levar uma queda, desmaiou. Pouco tempo depois, acordou e percebeu que estava sob os cuidados de uma filha da terra a cuidar dele. Perguntou onde estava e obteve a informação de sua provável localização: a cem metros sul da linha do Equador. Sentou-se e viu a caixa de remédio que lhe causara tanta aflição. Ao abrir, percebeu que não havia cobra alguma a não ser a presença de um terço doado como presente por uma de suas beatas deixadas para trás.
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