Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
112 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57367 )
Cartas ( 21181)
Contos (12598)
Cordel (10136)
Crônicas (22252)
Discursos (3139)
Ensaios - (9064)
Erótico (13414)
Frases (44122)
Humor (18580)
Infantil (3845)
Infanto Juvenil (2800)
Letras de Música (5476)
Peça de Teatro (1320)
Poesias (138537)
Redação (2942)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2408)
Textos Jurídicos (1926)
Textos Religiosos/Sermões (4943)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cartas-->Recíproca (*) -- 22/09/2009 - 08:52 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Recíproca (*)



Hoje, foi um dia de bastante trabalho em nossa AVSPE. Não minto, estou cansada, sim; contudo, ao receber este carinho do escritor Benedito Pereira da Costa, membro de nossa AVSPE, sinto-me no céu, embalada pelo som de Liras maravilhosas.



Só encontro uma palavra para expressar este momento "docilidade da alma".


Minha gratidão ao Poeta Benedito,


Efigênia Coutinho



Selecionados por Efigênia Coutinho, presidente da AVSPE (SC), para a "Antologia 1000 Sonetos AVSPE 2009", retirados do Livro "Magia", Campinas (SP): Editora Komedi, 2006, pp. 49, 85, 89, 92 e 121 respectivamente.



Dúvida (*)


Todas as tardes em que vejo o sol
Se esconder entre as serras, tão distante,
Escuto orquestração harmonizante,
Expressa no cantar de rouxinol.


Questionamento faço, e o arrebol
Transmite apenas dúvida: meu semblante
Retrata a dor que surge penetrante,
E sustenido muda pra bemol.


No telhado da casa, a passarada
Alegre dá concertos magistrais
Pra me abalar e reduzir a nada!


É de manhã que os mesmos divinais
Pássaros chegam; minha alma frustrada
Pergunta: e o meu amor?... Não volta mais?


_____________
(*) "Escritos Feitos de Música", 1ª edição, Rio de Janeiro, Litteris Editora, 1996, pág. 26.


Namorando (*)


Meu anjo, este puro sentimento
Que nos liga demais nasceu profundo
(Talvez das sutilezas do mundo!)
Pra alimentar-me de ilusão -- que aumento!


Reconheço: otimista o pensamento,
Todo o filosofar, meditabundo,
Surge como se fosse algo sem fundo
--, Abismo em que de sonho me sustento.


Devaneio, querida, não malina.
Penso (ainda que tarde!): como pode
Tentar-me tanto a doce e alva menina.


Pra ti, hei de compor somente ode,
Com o desejo, forte, que alucina:
Que amplo clima de amor para nós rode!


__________
(*) Brasília, DF, 21/03/1966.


Nitidez (*)


"Há coisas que demoram pra chegar";
Outras há que sucedem muito cedo:
Umas, tão lindas, vêm num terno enredo;
Outras, tristes, nos marcam pelo azar.


O tempo, mestre em tudo, devagar
Vai, de nós, alterando, em tom azedo,
A expressão que dizíamos sem medo
De refletir: "Nunca é tarde pra amar!"


Agora, quando estamos no final
Da vida, percebemos que a atitude
Dura foi totalmente imparcial.


De nada nos valeu o: "Deus ajude!"
Não é exato o coração, e o mal
Jamais escolhe cor ou magnitude.


__________
(*) Brasília, DF, 10/01/1967.


Otimismo (*)


Sim. Hoje vou dormir tranqüilamente,
Sonhar que é minha como prometeu;
Crer que o tempo não passa, porque meu
Sonho ilude e conserva o amor ardente.


Sentimento que engana sabiamente,
Fazendo-me pensar que sou Dirceu
Na arte de compor versos para seu
Decote, sempre mais benevolente.


Que este idílio prossiga, reproduza
Toda a minha ilusão num só instante
E não me deixe nunca a alma confusa.


Ainda que em devaneio, ser o amante
Que fita, rasga e despe sua blusa
De seda e cetim, é gratificante!


______________
(*)"Novos Tempos", 1ª edição, Rio de Janeiro, Litteris Editora, 1992, página 35.


Vai (*)


Aproxima-se a nossa despedida.
Irás e hei de ficar triste demais.
O momento chegou. E nunca mais
Hás de voltar. Podes partir, querida.


Se alguma chaga me ficar doída
No peito, o tempo há de curar; jamais
Quero rever o que passou. Os ais --
Que sobram -- serão restos de vida.


Há muito que eu notava o patamar
E esse fatal momento em que haverias
de, aos poucos, sem dizer, me abandonar.


Sempre foram tão negros os meus dias,
E uma tristeza a mais (ou esse azar!)
Não dói... Segue levando as alegrias.


________
(*) Brasília, 16/02/1966.


*****


Brasília, DF, 21/09/2009. Recebido Nesta data, por e-mail, de Efigênia Coutinho, presidente da AVSPE (SC).


Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 24Exibido 525 vezesFale com o autor