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Cartas-->A Bahia não merece o que Wagner chama “modernização”! -- 01/08/2009 - 08:00 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A Bahia não merece o que Wagner chama “modernização”!

O Diário Oficia do Estado da Bahia noticiou hoje que “Modernização da
gestão gera economia de R$362 milhões.” o que será mesmo essa
modernização anunciada e comemorada pelo Governo da Bahia. Deve ter
sido muito bonito e eloqüente o discurso do governador no 7º Congresso
Brasil Competitivo em Brasília, mas a realidade é dura. Esta suposta
economia é fruto do sucateamento de serviços públicos que atendem
fundamentalmente a população afro-descendente do nosso estado.


É público e notório que a Bahia começou o não letivo de 2009 com uma
carência de mais de 5.000 professores, que os Colégios Estaduais estão
em péssimo estado de conservação. Que o Estado deve a empresas
> terceirizadas que prestam serviço de segurança impeza e
administrativo, e em conseqüência disto, muitas escolas sofreram
suspensão das aulas por falta de condições de funcionamento.

Por outro lado a Gestão de Wagner continua a política dos três
antecessores (ACM, Paulo Souto e Cesar Borges) protelando os processos
de aposentadoria, deixando de realizar concurso e convocar concursados
para contratar professores em regime REDA, PST, estagiários e
terceirizar serviços. Além disto, aprofunda a política de arrocho
salarial, uma vez que conta com a letargia da maioria dos sindicatos
de servidores públicos e dos discursos primeiro da “herança maldita”
depois da Crise Econômica, negando reivindicações históricas dos
servidores ou protelando a pagamento de conquistas como é o caso da
URV.

Certamente uma parcela desta economia se deve também a não convocação
coordenadores pedagógicos, professores, policiais, delegados e outros
aprovados em concursos públicos. O preço pago pela sociedade por essa
suposta modernização é incalculável tem marcado profundamente a
realidade social do nosso Estado. Está estampado nos rostos de
afro-descendentes que não tem aulas regulares, das que trabalham até 5
meses sem receber salários, dos que sofrem a espera de atendimento nos
Hospitais Públicos e dos que são vitimas do estado de insegurança em
encontra-se o Estado.

Felizmente essa população reage a tal situação com as constantes
manifestações estudantis, com a greve dos terceirizados e com a
crescente consciência de que o governo Wagner traiu o povo baiano e
repete o modelo carlista de gestão da coisa pública. É sabendo disto
que o Governo Wagner mesmo em tempo de crise, aumentou
assustadoramente os gastos com publicidade previstos para este ano.

Ao falar da suposta modernização da gestão, Wagner defende mudanças na
lei de licitação. Uma defesa preocupante, ainda mais considerando que
há menos de um ano a Secretaria de Educação adquiriu 22 mil
televisores, segundo a imprensa cada um ao custo unitário de
R$1.280,00, quando equipamentos similares foram adquiridos no Paraná
por R$860,00 e são encontrados no mercado por menos de R$700,00. Não é
essa modernização que a Bahia merece.===============
Cesar Carneiro
Professor da Rede Estadual - Bahia
Mestre em História Social pela UFBA


A Realidade estampada, no entanto a letargia também é dos professores, que assistem a tudo sem tomar nenhuma posição, pois diante a nulidade do sindicato, temos que nos movimentar, vejam o exemplo do sindicato dos rodoviários, judiciário e mais recentemente dos policiais civis, o que acontecer com qualquer um deles, todos se movimentam para pressionar a sociedade e o pútrido poder político.


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