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Crônicas-->Café no ponto com Major Lalá... -- 07/11/2016 - 19:13 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A cafeína agita os neurônios preguiçosos e ordena que eles vão dar boa noite a super lua e lubrificar o eixo do sol na aurora das manhãs Caetés, terra dos bispos papados na papada do além que a fé deu na oferta de um senhor a Deus Dará... adeus a Deus... Lá fui...
Povo! Bule de poucafé.

Na madrugada das manhãs Caetés, Major Lalá acelera o ritmo do acordar para viver degustando um copo de café assim que desce numa parada de ônibus. A dona da barraca, Dona Walmira, sempre oferece um copo de café gratuito tipicamente caseiro e quentinho. Lalá aceita com enorme alegria pois tem a sensação de ser levada ao passado que trouxe e tornou o famoso cafezinho brasileiro, a bebida mais consumida.

Desde a "descoberta", o contrabando teve um papel significativo na implantação da cultura do café escrava, com grãos trazidos da Guiana Francesa por Francisco de Melo Palheta, um militar luso-brasileiro. No aspecto econômico, o café despontou como a principal fonte de renda para o Brasil.
A exploração ocorreu com o suporte da mão escrava força de produção no país, desde o período colonial até o final do império, atribuindo ao escravo, uma importância ímpar e decisiva na formação do ser mais íntimo brasileiro.
Com a abolição da escravatura em 1888, houve uma grande crise nas zonas de café mais antigas, a da Baixada Fluminense e do Vale do Paraíba.
A abolição da escravatura também colaborou para o fim do Brasil Império que perdeu importante apoio da elites agrárias, prejudicadas com a decisão do governo de não indenizá-las de acordo com o número de escravos alforriados.
Em nenhuma outra região do país, a impopularidade da corte portuguesa foi tão intensa quanto em Pernambuco. Foi também em Pernambuco, que os princípios de "liberdade, igualdade e fraternidade" que compunham os ideiais da Revolução Francesa em 1789, encontraram solo fértil para circular e propagar. A sociedade secreta o Maçons, organizaram acirrados debates sobre as novas doutrinas revolucionárias diante de um quadro crescente de insatisfação da população colonial da região do Nordeste brasileiro. Entretanto, Alagoas fora separado de Pernambuco em 1817, como forma do Imperador D. João VI, recompensar aos senhores de engenho por haverem se posicionado contra a Revolução Pernambucana que lutava pela independência dessa provincia, em relação à Corte portuguesa. Fato que marca o nascimento do Estado de Alagoas como um filho do latifúndio apartado de Pernambuco com a ajuda do colonialismo português. Mesmo assim, coube ao alagoano Marechal Deodoro da Fonseca, a proclamação da Republica, em 1889. Criando assim, o Governo Provisório Republicano.
Alagoas ainda continua seu presente bem atrelado ao passado fundamentado no imperialismo, enquanto Pernambuco tem o presente em consonância com os ideias revolucionários de "liberdade, igualdade e fraternidade" que o torna como o Estado genuinamente republicano.

Incrível como uma simples bebida nos faz retornar e reescrever nossas origens!

Paz bidiônica a todos!

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