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Artigos-->POR QUE ANTICRISTO E NÃO ANTIDEMÔNIO? -- 10/10/2003 - 05:45 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Há pessoas que dizem ficar sem entender por que uma pessoa se posiciona contra Cristo e não diz nada contra o demônio. Não entendem que, para nós, ser antidemônio é tal qual ser antilobisomen, antimula-sem-cabeça, antissacipererê, etc.



Até já foi dito que “não se pode compreender que pessoas gastem parte razoável de seu tempo, falando mal de Cristo”. Mas não é exatamente “falando mal de Cristo” e sim analisando e cruzando os dados existentes sobre ele para verificar o que pode ser real e o que pode ser fantasioso.



Ocupar meu tempo falando sobre o caráter do demônio não seria mais proveitoso do que falar dos atos de um lobisomen, da mula-sem-cabeça, do saci pererê, ou qualquer outra lenda. Nada temos de indício da existência desse ser maligno tão falado.



Entretanto, sobre Jesus é diferente. Temos fortes indícios, quase certeza, de que realmente existiu um homem em cuja morte se inspiraram os fundadores do Cristianismo. Não o vemos como um indivíduo de mau-caráter, mas um patriota, que, impulsionado pela grande fé formada em seu povo pelo “GRANDE CONTO DE JOSIAS”, acreditou ser o “messias” predito por Miquéias e levou seu ideal até perder a vida, como alguns outros, entre eles possivelmente “Judas” e “Teudas”, nomes mencionados no livro cristão de Atos dos Apóstolos.



Após a morte desse herói, alguns de seus seguidores divulgaram a idéia de que ele iria ser ressuscitado dentre os mortos e retornaria um dia para livrar seu povo do mal. Observe-se que nenhum escritor da época fez sequer menção de que um grupo religioso dissesse que seu líder executado tivesse voltado à vida. Isso é o maior indício de que a ressurreição de Jesus tenha-se formado bem mais para o final do primeiro século da era cristã.



Cerca de aproximadamente quarenta anos ou mais após sua morte, surgiram os chamados evangelhos, relatando, muitas vezes em contradição entre si, atos e fatos relativos a Jesus, inclusive ter ele ressuscitado, promessa de ressurreição dos seus seguidores e, a grande promessa de que ele retornaria pouco depois do fim do poder romano, volta essa que seria precedida pelo escurecimento do Sol e a queda das estrelas (Mateus, 24: 15-31). Pela própria Bíblia, sabemos que ressurreição dos mortos não fazia parte das promessas de Yavé, sendo uma incorporada a partir períodos de cativeiro babilônico. Ao lado dos evangelhos, apareceu também o livro de Daniel, que dizem ter sido escrito cerca de seiscentos anos antes de Cristo, mas traz uma linguagem totalmente diferente da dos outros livros da época, denotando ser escrito mais posteriormente (Ver “VIDA – MORTE – IMORTALIDADE – RESSURREIÇÃO - REENCARNAÇÃO”).



Os evangelhos foram escritos após a destruição de Jerusalém. O de Mateus e o de Lucas afirmam que “logo após a tribulação daqueles dias” viriam os escurecimento do Sol e da Lua e a queda das Estrelas, depois o retorno do Cristo (Mateus, 24: 15-31).



O Império Romano passou. Outros dominadores surgiram, entre eles a própria igreja cristã romana, como se uma besta tivesse derivado do próprio cordeiro. Os tempos dos gentios, que deveriam durar mil duzentos e sessenta anos foram bem mais longos, e a promessa de retorno de Jesus continua de pé para milhões de pessoas.



Como é fisicamente impossível as estrelas do céu caírem pela terra, Jesus também não pode voltar, mas o povo continua esperando. O agente denominado Anticristo não tem por finalidade denegrir a pessoa desse zeloso homem que perdeu a vida tentando libertar seu povo, mas sim esclarecer os fatos e as circunstâncias diante dos que não perceberam os equívocos dos povos. Falar de demônio, ou qualquer outro ser imaginário não deve ocupar muito o tempo do Anticristo, porque nada há de indício de que eles existam ou existiram. O motivo que nos leva a desmistificar essa estória é que ainda corremos muito risco de religiosos tomarem novamente o poder político e voltarem a torturar e matar as pessoas que não aceitarem suas fantasias. Demônios não nos preocupam, pois são inofensivos; mas o deus cristão, assim como o muçulmano são grandes ameaças.



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