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Cartas-->Estágio (*) -- 10/08/2008 - 21:28 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Estágio (*)


Filha querida:


Com amor e carinho (só poderia ser desse modo) e um pouco de saber que ainda me sobra, digito estas linhas:


Deixe as portas abertas. Desgasta-se muito aquele que passa recibo de tudo. Concordo que, em algumas vezes, é necessário devolver o insulto; mas isso devemos ponderar e só fazer em última hipótese. Em todos os lugares, há pessoas agressivas, não-agressivas, mal-educadas, gentis, rebeldes, cordatas etc. Na experiência com tantos estágios, já deve ter notado que destino têm os criadores de caso.


Agüente. Falta pouco. Lembre-se de que o seu pai trabalha na casa há anos. Trate todos com urbanidade, ainda que eles não mereçam sua atenção. Tente criar um ambiente agradável e não um clima de guerra: saímos para o trabalho a fim de viver e não de morrer. A senhora, que é chefe, deve ter os seus recalques (e isso deve compreender... aliás, quem não os possui?); entretanto, ela não é tão ruim: lembra-se de que, quando estava mal da garganta, ela trouxe de casa uma fruta romã e lhe deu? isso é prova de consideração, mesmo que você, na distância de idade, não comungue comigo o pensamento.


É claro, minha filha (e você ao longo da vida poderá comprovar), há bastante inveja, maldade, ignorância. Não precisa ir muito longe, basta saber que você com 23 anos está concluindo o curso superior (e se quiser, com mais 2 semestres ou 3 no máximo, terminará outro); curso esse que poderia terminar com 21 ou 22 anos. Existem pessoas do seu lado (com o dobro da sua idade) que não têm sequer o secundário nem condições (nem econômicas, nem sociais, nem físicas) de pensar em fazê-lo.


Inscreva-se num concurso público (há tantos, escolha o que lhe parecer mais acessível), estude e conquiste uma vaga. Saiba: o mundo será dos que souber mais; os que assim não pensar ficarão (como alguns) invejando o sucesso dos outros e colocando a culpa neles. Desses elementos, você sempre ouvirá: "não tenho oportunidade, não tenho sorte, não tenho isso, não tenho aquilo". Deles, você jamais escutará: "não estudei, sou preguiçoso, sou imprestável, sou bruto, preciso aprender a ser bom".


Persistência, calma, alegria, humildade não fazem mal. Ponha isso na cabeça.


Beijos Carinhosos! Com a preocupação de pai.


Brasília, DF, 04 de maio de 2004.




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