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Crônicas-->Carteiros -- 07/10/2015 - 16:23 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

Carteiros

 

Desde pequeno tive uma relação muito estreita com os carteiros, olhava-os com carinho e via a sua persistência em entregar os “seus” volumes na sua jornada.

Antigamente quando não tinha internet, eles tinham uma importância até romântica, pois eram os cicerones de muitos amores, inclusive na minha caminhada amorosa e profissional.

As  correspondências iam e vinham durante a  minha vida inteirinha, tinham uns que eram bons e outros mais fechados, mas como em toda profissão tem pessoas que maculam o seu ofício.

Entretanto   para  a  entrega   das correspondências  é somente o processo  final, onde a primeira triagem traz muitas e divertidas histórias.

Durante muito tempo, as agências eram espalhadas por toda a cidade de Salvador, havia até concessão para as agências e para chegar à mão do nosso amigo as normativas da nossa agência oficial foi mudando, colocando valores em tudo, até a carta social que era de um centavo  - imaginem!  -  existia, mas para ela passar na triagem da recepção os atendentes colocavam as correspondências até contra a luz  para ver se era manuscrita a carta e se tinha alguma foto, se não eles não aceitavam.

Contudo para os heróis das cartas não havia nenhuma distinção, nosso amigo Jarbas que o diga, ele selecionava com carinho, mesmo com dores de coluna, por causa do peso o qual   ia até o fim de sua jornada.

Uns não têm tanta dignidade quanto ele, até esconder cartas debaixo do próprio colchão fazem, outros entregam um monte de carta na casa da líder comunitária e dizem que não têm tempo para fazer a entrega.

As coisas mudaram muito também por causa da criminalidade, pois agora os carteiros não são somente portadores de cartas, eles trabalham com tudo, desde artigos eróticos e até os mais sofisticados celulares, o que os põe   na mira dos marginais.

Com toda essa problemática dos tempos modernos, nosso amigo Jarbas já está aposentado, ele diz que já estava da hora, porque muita coisa errada  existe e essa missão de entregar até a última encomenda está cada vez mais difícil  e perigosa, mas uma coisa  nós  chegamos ao mesmo denominador, a vida sem essas pessoas seriam muito  mais sem graça, pois mesmo na era tecnológica e com nosso amigo aposentado, sempre olharei com carinho e presteza esses homens e mulheres  que caminham  “sozinhos”  mas tem um monte de gente acompanhando os seus passos até o seu destino.

 

 

Marcelo de Oliveira Souza,IWA

 

 

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