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Cartas-->Emocionando-me (*) -- 22/01/2008 - 23:20 (Benedito Pereira da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Emocionando-me (*)



Obrigado, amiga. Muito expressiva a mensagem. Pode crer: entre as pessoas de valor que conheço está você!


Parabéns, não só pelo bom gosto, mas também pela criatura extraordinária que é!


Veja: uma década (ou mais já se passou) e só tenho boas lembranças suas, principalmente como pessoa compreensiva, extremamente sensata e capaz.



Ainda muito jovem, fiz este poema. Decorridas mais de quatro décadas, parece que o meu sentimento mudou pouco.





Consternação


Chegam as primeiras chuvas! É outubro!
Levanto-me cedo. Olho pela vidraça
Magricelo cão que, lamentando passa,
E tanta pobreza no mundo descubro.


Chegam as primeiras chuvas! A manhã
Das flores vem vindo outra vez! Novamente,
Observo que tudo é vago e indiferente
À lamúria triste, solitária, vã.


Chegam as primeiras chuvas! A prece
Foi bem atendida. O astro-rei dá descanso.
O pássaro voa com cautela e manso.
O capim marrom agora reverdece.


Chegam as primeiras chuvas! Madrugada
Fria. Não consigo mais dormir. Acordo
(Desperto o passado), medito, recordo.;
Penso na existência e não concluo nada.


Chegam as primeiras chuvas! Primavera
Reconstrói a flora. Há árvores sem vida,
Cérebros sem sonhos, empresa falida,
E o pesar de não ter feito o que pudera!


Chegam as primeiras chuvas! A saudade
Mais profunda vem com elas. Natural
Sentimento faz com que eu domine o mal
Que busca impedir haja serenidade.


Chegam as primeiras chuvas, e cratera
Se abre irreversível! Dor nasce e evolui.
Se analiso aquele homem que outrora fui,
Desconheço o ser que antigamente eu era.


Chegam as primeiras chuvas! Há visões
Superdistorcidas que surgem, e tento
Apagar mantendo firme o pensamento:
Ainda há de chover amor nos corações!


Chegam as primeiras chuvas! O conflito
Dos pobres instala-se impiedosamente,
Duplica o pavor de desastrosa enchente
Que arrasa, maltrata em ataque maldito.


Chegam as primeiras chuvas! Solidão.
Na calçada, dorme um bêbado sem juízo.
Chove. Enquanto lá fora é forte o granizo,
É maior a angústia que alimento em vão.


Chegam as primeiras chuvas! É perfeito
O exemplo de Deus, que se propaga e medra.
Cai água... e, ao mesmo tempo, chove pedra
Aumentando a ânsia que me habita o peito.


Chegam as primeiras chuvas! Nem um bem.
As aves reclamam, choram pelo ninho
Desfeito. Os filhotes desejam carinho.
Todos choram. Peno com eles também.


Chegam as primeiras chuvas! Desencanto
Para os passarinhos,que mudam de abrigo
Buscando agasalho e "habitat" mais amigo,
Onde possam ter paz e soltar o canto.


Chegam as primeiras chuvas! Devagar
Retornam alguns.; outros seguem depressa.
Procuro equilíbrio.; revivo a promessa
De que, num momento, você vai voltar.


Chegam as primeiras chuvas! Intervém
Mágoa. Cai do espaço chuva sem cessar.
De meus olhos cai lágrima sem parar,
E pergunto -- incrédulo: meu Deus, por quem?





***



Com a estima e o abraço do

Benedito





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