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Artigos-->A ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL DO INFERNO -- 18/08/2003 - 14:06 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

“A ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL DO INFERNO





“Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, acumulas ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (Romanos, 2: 5).



Ainda entre a infância e a adolescência, li esse versículo e fiquei pensando sobre como deveria ser um juízo justo lançando pessoas num inferno onde o fogo nunca se apaga. Umas pessoas pecam mais, outras menos, por um período de vida extremamente curto, e esse inferno é infindável; como pode haver justiça nisso? Se uns acumulam ira para sofrer um justo juízo, e esse inferno não tem uma medida temporal ajustável ao acúmulo de ira, só se, obedecendo à escala de pecado, o inferno oferecer temperaturas variadas.



Chegando a essa conclusão, comecei imaginar que tipo aproximado de inferno cada pecador mereceria.



O MENTIROSO – Está escrito que mentiroso não entra no reino dos céus. Como simplesmente contar mentira não é uma coisa tão grave (imagino, porque o que mais se vê é gente mentirosa e não sofrem pena alguma), o inferno para o mentiroso deveria ser algo como ficar amarrado à margem do Rio Amazonas em um dia ensolarado de outubro, sob um calor de quarenta graus ou mais.



O LADRÃO QUE FURTA – Como “subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel” já é uma coisa bem grave, constituindo um crime, imaginei que esse transgressor devesse ficar em uma área comparável a uma duna do Saara ao meio-dia, sob um causticante sol de sessenta graus mais ou menos, totalmente despido.



O LADRÃO QUE ROUBA – Como o roubo é um fruto cometido com violência, achei que talvez pudesse ser justo ele ser alojado em um inferno de uns noventa graus ou mais.



O LADRÃO ASSASSINO – O latrocínio é o roubo com a morte da vítima, isso é, um furto praticado, não só com violência, mas tirando a vida do dono da coisa furtada.. Esse, sim, achei que merecesse um inferno “cinco estrelas”, isto é, com “temperatura máxima” e aqueles espetos que algumas pessoas dizem que o diabo utiliza para aperfeiçoar os tormentos dos condenados.



Pensei um pouco, fiquei muito em dúvida sobre qual classificação de inferno seria adequada para esses POLÍTICOS que prometem um montão de medidas para “erradicar a pobreza”, “reduzir as desigualdades sociais”, dar os devidos reajustes salariais e corrigir outras injustiças perpetradas pelos governos ocupantes do poder a quem almejam, MAS, ao conquistar o posto à custa da ludibriação dos pobres, aqueles que se diz merecerem o reino dos céus, dão simplesmente continuidade ao festival de desrespeito que condenava nos dias de campanha eleitoral. O inferno para esses parece que não deveria ser o de um simples mentiroso, mas o de um mentiroso sádico, que furta de milhões de pobres para favorecer os ricos, uma espécie de inversão da personagem Robin Hood.



Após pensar em todas essas classificações, ficando apenas meio indefinida a do inferno apropriado aos referidos POLÍTICOS, pensei em um detalhe bem preocupante: seria justo, por causa de uma curta vida de pecados, ficar amarrado à margem do Amazonas ou no meio do Saara, ou dentro de um tacho fervente, eternamente, num tormento sem fim? Não poderia concordar que isso fosse justiça.



Aí é que comecei a dar um pouco de razão à Igreja Católica por ela ter inventado aquele ambiente chamado de “purgatório”, onde as pessoas devem ficar até pagarem todos os seus pecados, para depois entrarem no reino dos céus. Isso parece mais justo.



não posso concordar é com aquelas antecipações que a Igreja fazia na idade Média, colocando na fogueira uma pessoa cujo único crime poderia ser simplesmente mostrar a estupidez das crenças antiquadas da época. Isso não me parece justo.



Mas, como tudo isso foram simples elocubrações da minha mente adolescente, sugiro aos leitores verem O INFERNO - LUGAR INVENTADO PARA OS MAUS. Mas entendam: não é ir a esse lugar, que nem sei onde fica, e sim ler o texto que O Freitas escreveu.



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