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Humor-->TJN - 004 = As Telescolas do Deboche -- 22/09/2007 - 15:26 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. AS TELESCOLAS DO DEBOCHE

Para a gangada americana, o descanso, as férias almejadas depois da grande golpada, são o sol da Florida (antes do Fidel, era o de Cuba) com jogatina e algumas louraças ao lado; para a gangada nacional, é tostar ao sol do Algarve com umas garinas e o pandulho atafulhado de mariscada e de “louras” frescas (as ambições são poucas para quem demonstra tanta ambição!). Para a gangada internacional, para os grandes terroristas e criminosos transnacionais da aldeia global, o merecido descanso é em Portugal o país acolhedor, de leis permissivas, da jogatina, da salsa, da vida nocturna, o grande bordel que se está a tornar o paraíso dos delinquentes e o caixote do lixo europeu.
Contudo, para as grandes transformações que a República Maçónica vem efectuando nos costumes, moral e economia do nosso país que considera prioritário o Turismo, Jogo e actividades lúdicas, tornam-se imprescindíveis infra-estruturas “indocentes” ou instituições académicas indecentes, capazes de preparar mão de obra altamente qualificada necessária às actividades acessórias ao jogo e à vida nocturna circundante, tais como bares, discotecas, droga e o rendoso negócio do sexo, os grandes negócios da gangada que cá se vai estabelecendo. Estas actividades poderão absorver mão de obra reciclada da massa falida do antigo aparelho produtivo nacional, extinto por imperativos globais ou da UE, tais como operárias, camponesas, empregadas, estudantes e até licenciadas em milhentos cursos sem qualquer préstimo para o fim em vista.
Mas como a beatice, falsos pudores e preconceitos morais que enchem ainda este velho rincão cristão, se apresentam como um sério obstáculo para angariar tal mão de obra, as nossas TV privadas SIC e TVI empenhadas em resolver o transcendente problema, estão a tornar-se eficientes telescolas de sexo e do deboche com o fim “indocente” de estultificar a população e prostituir a nossa juventude, preparando-a para a nova actividade nascente, com a ajuda de certa imprensa que para aí abunda exposta nos escaparates sem vergonha. (Já assisti, entusiasmado com a monitora, uma brasileira de fazer travar qualquer zaping, a uma aula de sexo oral, na TV, em que a dita instrutora se servia dum instrumento de plástico para fazer as demonstrações, transmitindo, com eficiência, profissionalismo e até certa graciosidade, o seu saber às instruendas ávidas de apreender a arte de prender os maridos ou os amantes à alcova. E não foi de madrugada mas sim a meio da tarde, hora infantil).
Assim, transmitem essas novas telescolas, a horas nobres, esterco televisivo tipo Big Brother ou Maasterplan, salientando-se, via TV Cabo, os canais porcográficos Viver, Sex Hot, Play Boy e aquela incrível SIC-Radical ou SIC-Deboche, com um programa apresentado por um humanoide cretinomaníaco nacional do tipo avião-sem-asas-que-voa-em-parafuso e que desafia todas as regras da racionalidade e do bom senso dos humanos com as badalhoquices sem nexo que apresenta. E também aquele ianque gadelhudo do tipo pornojento obsessivo, sempre obcecado pela marmelada que não teve em miúdo, não descansa sem espreitar os grandes mamilos silicónicos das convidadas ávidas de dólares e sempre preocupado em saber se as ditas cujas ainda mantêm o seu estado virginal e qual o seu timing sexual.

5/10/02


Reinaldo Beça
(reibessa@hotmail.com)


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