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Artigos-->A DEFLAÇÃO NO BOLSO DOS POBRES BRASILEIROS -- 23/07/2003 - 09:14 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Ontem, 22 de julho de 2003, a enquete da página Superávit indicou que o povo não consegue entender a deflação que se divulga por aí. Isso ocorre, porque deflação aqui é como queda do dólar, ele vai às alturas e depois desce um pouquinho, jamais volta aos patamares do ano anterior.

Vejam:



Após expressivos e sucessivos aumentos das contas de luz, telefone, água, dos tributos, etc. algum artifício indica deflação porque o que sobra para outros consumos é cada vez menor.



As mensalidades escolares de uns anos para cá estão ficando de um jeito que poucos têm esperança de chegar à faculdade, situação que se agrava constantemente.

As duas coisas que não têm acompanhado a inflação na última década são: os salários e os aluguéis de imóveis. Os aluguéis não têm aumentado, porque FHC os jogou na estratosfera no início de seu governo. Até hoje, mesmo diminuição, eles ainda estão em um patamar muito superior ao existente antes daquela chamada “adaptação ao mercado”.

Lembra-me 1984: o aluguel de uma casa em um bairro de Contagem estava equivalendo a vinte por cento do salário mínimo. Hoje, nem o pior dos barracos seria alugado por tal valor.

Só os salários que nunca tiveram uma alta para justificar a constante queda.



Cada ocupante do governo, que ganha as eleições com as promessas de corrigir as distorções, ao chegar ao poder dá prosseguimento aos atos do anterior, e vamos ficando cada vez mais pobres, enquanto uns poucos, pouquíssimos, enriquecem.



No começo das privatizações, o povo acreditava na afirmação de que a concorrência baixaria os preços, e vimos o que aconteceu. Os contratos foram elaborados com cláusulas justificativas de aumentos abusivos. Aqueles que ficaram contentes porque todos os pobres iam poder ter telefone, agora, já devem ter descoberto que ninguém mais tem telefone, e muitos não conseguem pagar a conta pelo uso dos telefones.



No mesmo dia, o Jornal Nacional falou sobre a trágica causa da deflação:



”O IGP-10, o primeiro dos índices mensais da Fundação Getúlio Vargas, registrou em julho deflação maior do que a de junho. Em média, os preços caíram 0,73%. A deflação é também resultado da diminuição da renda dos brasileiros. Como o comércio está vendendo menos, na disputa pelo consumidor a remarcação de preços é pra baixo.



Pro consumidor é lei. Quando o bolso aperta, o jeito é comprar menos. E o balanço dos supermercados no primeiro semestre mostra que não deu outra: as vendas caíram 1,11%. E não é pouco. Para um setor que fatura R$ 80 bilhões por ano, significa R$ 800milhões.



O que chama a atenção nesta pesquisa dos supermercados é que produtos essenciais, que tiveram aumentos grandes no ano passado, principalmente por causa da alta do dólar, este ano, com o consumidor comprando cada vez menos, tiveram os preços reduzidos.



O óleo de soja, que tinha subido 74% no ano passado, este ano já ficou 11% mais barato. A farinha de trigo, depois de um aumento de 75%, agora caiu 13%. O macarrão também. Depois de ter subido 47%, o preço caiu 9%
” (Jornal Nacional, 22/07/2003).



A nossa infeliz realidade é que cada anos estamos um pouco mais pobres, como conseqüência do que João de Freitas denominou “O CÍRCULO VICIOSO DA MISÉRIA





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