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cronicas-->MEU PRIMEIRO LIVRO AUTOGRAFADO -- 25/04/2012 - 21:10 (ADhemyr Fortunatto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Texto publicado na edição de Abril/2012, do JR - NOTÍCIAS (www.jornalnoticias.com.br).
PROIBIDA A REPRODUÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DO AUTOR.
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Recém chegado de Sertãozinho, agora em São Paulo, foi que conheci a pessoa que veio a fazer a capa do meu primeiro livro, moço simples, negro e tímido, de excepcional dom artístico.

Pensava ser caricaturista. Um dia convidou-me para um lançamento de livro, na Avenida São Luiz, perto da Praça da República. Lá vou eu!... Nem sabia como me vestir para tal, nem como me portar... Eu nunca fora a tal evento. Coisa maçante, eu pensei.

Lá estava um dos autores --- eram dois --- um dos quais, Rivaldo Chinen, que veio a escrever mais tarde a respeito da minha estreia literária. O outro autor, naquele lançamento, era um rapaz moreno, então magro; um sujeito bacana, pensei. O Maurício Pestana, meu companheiro, apresentou-me a ambos.
Lembro que aquele moço, cujo nome soube ser Tim, apertou minha mão, não mostrando surpresa por eu estar tão tímido, suando, engasgado. Foi bem simpático, acho que compreensível, e logo pegou um exemplar do livro ora lançado, autografou, passando-o ao seu companheiro, que fez o mesmo.

Eu estava irrequieto, querendo ir logo embora, de tanta timidez! Suava, suava, estaria vermelho por certo, tinha vontade de sair correndo dali! Tentei entabular conversa, não sei o que falei; faz tantos anos!... Mas achei que deveria manter amizade com eles. Mais tarde voltei para a rústica pensão da Rua Mauá, e todo alegre. Tinha um livro autografado! O primeiro livro autografado a gente nunca esquece... Sério! Ainda mais em se tratando deste, e já saberão por quê.


Dos três, o primeiro que sumiu foi o Tim, talvez porque eu também não o tenha procurado. O segundo foi o Rivaldo, que chegou até a publicar uma
resenha sobre o meu livro, e teria me procurado para entrevistar. Eu, tímido, evitei-o, ‘fugindo’ para minha cidade natal. E por motivos alheios, cada qual seguiu seu rumo.


E eis que, decorrido quase trinta anos, certo dia deparo com uma notícia extraordinária na TV sobre o desaparecimento de um repórter chamado Tim.
Fui à estante. Peguei o meu primeiro livro autografado*. Estava ali... Era ele mesmo, --- TIM LOPES.

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* Terror Policial, de Rivaldo Chinem e Tim Lopes, Global Editora e Distribuidora, São Paulo-SP, 1980.
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ADhemyr Fortunatto
Autor do livro REFLEXÕES DE UM SUJEITO À TOA - 2012 - EDIORA USINA DE LETRAS.

adhemyr_fortunato@yahoo.com.br
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