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Crônicas-->Minha cunhada é muito macho! -- 16/11/2011 - 23:00 (Juliana Mendes Velludo Guidi) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Fim de semana na fazenda. Eu curto muito, até escurecer. Depois... lagartixas, sapos, rãs... pra mim não dá! Não adianta, não vou enfrentar esses monstros. Até fico um pouco corajosa depois de tomar umas, mas não a ponto de neles tocar. Mentira minha! Uma vez, faz muitos anos, meu cunhado disse que me jogaria uma rã pequenininha. Senti tanto medo que me enchi de coragem, claro que já tinha bebido, e disse: "Não, Caio! Eu pego!". E não é que peguei? Não foi horrível. Mas nunca mais me atrevi a fazer isso.
No começo do mês, fomos à fazenda com uns amigos do colégio. A intenção do meu marido é sempre ir para dormir. Tanto que vamos em carros separados, caso eu queira dormir na minha casa. Eu sempre quero dormir na minha casa, longe dos bichos que só servem para me aterrorizar. Não me diga os benefícios que eles carregam consigo, não vai adiantar. Minha mãe tentou durante toda minha vida, embora ela também tenha medo.
Levei comigo uma amiga com seu filho e um casal de amigos com o bebê. Foi um dia muito gostoso! Teria sido perfeito se não fosse o boi que apareceu no portão, pertinho do meu carro, antes de irmos embora. Meu desconforto com esses bichos é tanto que procuro parar meu carro o mais perto possível do portão que dá para a piscina. Dali saio num passo e estou segura!
Acontece que, nesse dia, não tive sorte. Perdi a noção do tempo porque estava muito gostoso. Como sempre, não consegui sair de lá antes de escurecer. Quando decidimos que era hora de voltar para nossas casas, todos os bichos já tinham saído das suas. E, ao abrir o portão, olhei tudo. TUDO! Sempre faço isso. Procuro até achar. Quando eu vi aquele boi... era tão grande, tão grande que não saía do lugar nem mesmo com as investidas do Barão, o Labrador. Ao ver aquele monstro horrendo, gordo e preguiçoso ali parado na minha frente, comecei a gritar meus gritinhos inconfundíveis. Mas todos eram alegres e cegos. Não entendiam por que eu gritava. E eu não conseguia falar. Apenas gritar. Quando decidi fazer alguma coisa por mim, passei a mão no meu filho e entrei na área da piscina novamente. O Carlo, pobrezinho, ao me ver desesperada, dizia em pânico: "Eu vou morrer, eu vou morrer!". Tudo culpa minha. Mas não me controlo. Não adianta. É mais forte do que eu. E aquele sapo... nossa! É BEM mais forte do que eu!
Meu marido, que não aceita meu pavor, disse: "Precisa disso?". Se precisa eu não sei dizer. Sei que é incontrolável. Mas não tive tempo para brigar com ele, pois minha cunhada, a Ellen, gritou: "PODE VIR, CUNHADA, JÁ PEGUEI!". M E U DEUS! Até hoje, quando me lembro dessa cena, parece que assisti a um filme de terror. Juro! Sinto calafrios. Ao olhar e ver que o bicho era praticamente do tamanhdo dela, pois ela é baixa, pensei ser uma miragem. Mas, fruto da minha imaginação ou não, aproveitei para voar para dentro do meu carro. Voar para minha casa.
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