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Humor-->PRECAUÇÃO NECESSÁRIA -- 16/06/2007 - 23:59 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
PRECAUÇÃO NECESSÁRIA
(Por Germano Correia da Silva)


Uma assistente social estava visitando os habitantes de uma região do polígono da seca, para terminar um estudo a pedido do governo federal, com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pessoas daquela região.

Fazia parte da sua meta de trabalho visitar pessoas residentes nas regiões ribeirinhas e ela iniciou seu trabalho visitando uma família cujo dono da casa era um camponês e se chamava João dos Santos. Ele tinha mais de 70 anos de idade e possuía uma prole formada por diversos filhos.

Ao adentrar no casebre onde ele morava a assistente social pôde observar que a situação socioeconômica daquela família era bem precária, capaz de causar pena a qualquer capitalista por mais ortodoxo que ele fosse, mas esse não era o "x" da questão. O que ela necessitava mesmo era fazer um censo das reais condições de vida daquela gente e ponto final. E sem muita delonga ela deu início à sua pesquisa, fazendo-lhe a sua primeira pergunta:

- Quantos filhos o senhor tem? – perguntou.

O camponês, apesar de se sentir meio acanhado com a aparição daquela visita meio inesperada, respondeu:

- Eu tenho dezesseis com a minha primeira mulher, quatorze com a segunda e mais dez com esta que estou vivendo agora.

A assistente social comentou que estava muito surpresa com o número de filhos que ele tinha e fez mais uma pergunta, dando seqüência à sua pesquisa.

- Todos os seus filhos freqüentaram uma sala de aula regularmente?

Aquele trabalhador, que era mais um dos milhares de milhares deste país que não tiveram a oportunidade de receber a instrução referente à formação das primeiras séries do ensino fundamental, disse para aquela senhora:

- Moça, eu não entendi a sua pergunta. A senhora poderia falar de um jeito que eu pudesse lhe entender direito?

A assistente que era uma pessoa dotada de uma educação refinada, pediu desculpas para ele pela maneira como havia se expressado e logo procurou refazer sua pergunta.

- Os seus filhos sabem ler e escrever? Eles já estiveram numa escola onde pudessem ler livros de ciências, geografia, matemática, história, meio ambiente, etc.?

- Não moça, aqui ninguém fez nada disso não. Aqui é só trabalho de sol a sol e nada mais. O resto a gente vai aprendendo com o passar dos tempos.

Enquanto ele conversava com a assistente social sentado numa rede meio rasgada igual àquela calça que ele usava, parte dos órgãos genitais dele ficava pendurada, um pouco à mostra... Um dos filhos dele se aproximou e sussurou:

- Papai, se ajeite aí na rede, uma parte dos seus testículos está à mostra e a moça pode estar vendo o que não deveria...

O velho entendeu o recado do filho e logo procurou se recompor. Até disfarçou um pouco de modo que a moça não entendesse o que o garoto estava falando, mas foi um esforço em vão. Ela tinha ouvido tudo direitinho. E tanto ouviu que em seguida fez o seguinte comentário, seguido de uma pergunta:

- Senhor, eu não entendi bem a sua resposta quando me disse que nenhum dos seus filhos estudou numa escola. Agora mesmo eu ouvi um deles pedindo ao senhor p’ra se cuidar, pois os seus testículos estavam à mostra... Se ele não tivesse ido à escola ou lido livros que tratam desse assunto com certeza ele não usaria essa palavra ao se referir aos seus órgãos genitais. Como o senhor me explica isso?

O camponês, sem demonstrar nenhum constrangimento, esboçou um sorriso meio maroto e respondeu:

- A senhora acha que eu sou bobo. Se eu tivesse ensinado p’ra meus filhos que isso que eu carrego no meio das pernas tem o nome de "ovo", ou de outra coisa parecida, na hora que eu me descuidasse eles meteriam a faca e cortariam tudo p’ra fritar e, com certeza, eles comeriam com mandioca cozida...



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