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Artigos-->A INLFUÊNCIA DO PASSADO -- 10/07/2003 - 18:10 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Muito do que fazemos hoje tem como base o pensamento antigo. Mas no país dono do mais alto conhecimento científico a influência do passado está ainda tão presente, que anda se luta contra a ciência.



“O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho da bunda do cavalo romano” (Clésio Boeira da Silva, “A influência do passado”).



No artigo do colega Clésio Boeira, somos informados de que o “ônibus espacial americano Shuttle utiliza dois tanques de combustíveis (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol em Utah. Os engenheiros queriam fazê-lo mais largo, porém as ferrovias pela quais seriam transportados tinham medidas baseadas na bitola da linha” criada pelos romanos com base na largura das bundas de dois cavalos. Se formos verificar bem, veremos que no mundo inteiro ainda há herança do pensamento do homem das cavernas, e no país da mais alta tecnologia ainda há muita gente lutando até contra a ciência para defender os ensinamentos primitivos.



“Em Kansas, Estado que fica bem no meio dos EUA, Charles Darwin, com sua teoria da evolução das espécies, continua sendo uma afronta para o grupo dos criacionistas, movimento que defende a origem do homem e do cosmo segundo a Bíblia, conforme relatos do Gênesis. Este grupo insiste em acreditar em Adão e Eva como sendo os pais da civilização humana” (João de Freitas, “A RELIGIOSIDADE AMERICADA CONTRA A CIÊNCIA...”.



“Segundo pesquisas, 40% dos americanos (e um em cada quatro universitários) acreditam que Deus criou a Terra, as plantas, os animais e Adão à sua imagem e semelhança. E fez isso tudo há menos de dez mil anos, hipótese cientificamente inverossímel. As pesquisas não informam, mas provavelmente, grande parte dos 60% dos que não acreditam no casal bíblico devem sustentar suas hipóteses sobre algum modelo materialista ou, pelo menos, pouco esclarecedor sobre o aspecto espiritual da questão” (Idem).



Se procuramos por que tantos habitantes do país dos maiores avanços científicos ainda pensa assim, veremos que estão influenciados por coisas muitos mais antigas do que os cavalos romanos.



Esses quarenta por cento dos americanos ainda pensam que o universo foi criado há menos de dez mil anos, porque acreditam em um deus criador de todas as coisas.



Eles crêem em um deus criador de todas as coisas, porque os ingleses, colonizadores da América do Norte, criam, como ainda crêem, no deus criador de todas as coisas.



Os ingleses crêem no deus criador de todas as coisas, porque a igreja cristã romana ensinou a toda a Europa e outros continentes que tudo foi criado por esse deus.



A igreja cristã romana ensinou a crença nesse deus e na origem humana começada em Adão e Eva, porque um grupo de seguidores de Jesus de Narazé pregou essa crença no Império Romano e ela foi adotada como religião oficial do império.



O grupo de seguidor do nazareno, criador do Cristianismo, ensinou essa doutrina, porque, sendo judeus, herdou-a dos antigos hebreus.



Os hebreus, donos do conto de Adão e Eva, criam nesse deus que teria criado o universo e o primeiro casal humano, porque outros povos ensinavam que tudo foi feito por deuses e cada povo considerava falsos os deuses de seus inimigos, eles aprenderam a adorar Yavé, tornando falsos todos os outros deuses.



Todos os povos tinham seus deuses, porque achavam que cada fenômeno da natureza procedesse da mão de um ser sobrenatural, assim como supuseram os primeiros homos sapiens.



Por essa razão, é que quase a metade da população do país mais poderoso do mundo atual ainda luta contra as provas científicas de que o universo é muito mais antigo do que seis milênios (João de Freitas, ‘SE O UNIVERSO TIVESSE APENAS SEIS MIL ANOS), e que a história dos antigos hebreus é “uma coleção de lendas inventadas a partir do século VII a.C.”, que choca frontalmente com os dados históricos e arqueológicos (João de Freitas, “O MAIS FAMOSO CONTO DO MUNDO).



“De acordo com o projeto genoma, a evolução não é mais uma teoria. Através do estudo do DNA, a molécula nas células de todos os seres vivos que armazena o código hereditário, consegue-se mensurar o grau de parentesco entre as espécies” (João de Freitas, “A RELIGIOSIDADE AMERICADA CONTRA A CIÊNCIA...”.



Com disse o colega Clésio, “O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho da bunda do cavalo romano”, sendo apenas um “exemplo eloqüente de que precisamos nos adaptar a atitudes tomadas no passado”. Assim também, todas as maravilhas de que dispomos atualmente não existiriam se aquele grupo primata há milhões de anos não tivesse começado a inventar ferramentas para combater os seus predadores (Vejam também DA FRAQUEZA E DA ADVERSIDADE TIRAMOS FORÇA. Mas, por incrível que pareça, a maior parte do mundo ainda está apegada a pensamentos arcaicos que não deveriam mais fazer parte do pensamento humano.

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