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Crônicas-->TRUPE DE ELITE -- 25/10/2010 - 18:54 (Lílian Maial) Siga o Autor Outros Textos
. TRUPE DE ELITE
®Lílian Maial



Por conta da paciência já no limite nesse período pré-segundo-turno, decidi pelo afastamento temporário da internet. Já não aguentava mais bolinha pra cá, balão com água pra lá, numa brincadeira com coisa séria que dá vontade de rir e de chorar, ao mesmo tempo. Na Europa, em franca crise de aumento do tempo de contribuição para aposentadoria, para 62 anos, na França, e 66 anos, na Inglaterra, além dos prognósticos sombrios, de maneira geral, por todo o mundo, imaginem o que não devem rir de nosso povo e nossos políticos!

Resolvi dar um tempo de internet e fui assistir ao filme “Tropa de Elite II”, para o qual aquele bonequinho do jornal só faltou se atirar página afora, caindo de elogios, e também porque já havia assistido ao “Tropa de Elite” (I) e gostado.

Realmente é um filme muito bom, bem produzido, rico em detalhes nas locações, história bem alinhavada, até demais. Logo que começa, na tela surge um enunciado avisando que, embora pudesse haver muitas coincidências, era um filme de ficção. Mas como? Não é a continuação do “Tropa de Elite”? Como ficção, se só nós temos o BOPE? Estranhei...

E aí começa o filme de verdade. E de uma verdade tão real, tão nua, que me deixou atônita. Não sei se pela interpretação espetacular do Wagner Moura e de grande parte do elenco, se pelas locações conhecidas minhas, dando sensação de proximidade, não sei se pela maneira cruenta com que a violência foi retratada até nos altos escalões, o que sei é que me senti desprotegida, impotente e desesperançada, como o olhar do Capitão Nascimento, agora Tenente-Coronel Nascimento.

Wagner Moura passa para o espectador todo o esforço de um policial de carreira, que acredita no que faz, que quer livrar a cidade dos maus feitores, mas que desconhecia, até ingenuamente, a extensão da corrupção, do crime e do poder.

Em época de eleição, o filme nos mostra que as bolinhas de papel e os balões de água são uma encenação de tudo o que envolve a disputa do poder máximo, do que corre por trás dos bastidores, do que nem sonhamos imaginar.

Instiga quem assiste a querer saber mais ou, ao contrário, preferir esquecer o que viu e ouviu, e o que, de certa forma, testemunha e nega todos os dias.

Saí satisfeita do cinema pelo filme, cujo nível de realização supera expectativas, mas, também, com um sentimento que mistura desamparo, descrença e tristeza, aliado a um medo imenso de que venham a lançar o “Tropa de Elite III” e eu acabe por descobrir onde realmente estou.


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