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Cronicas-->O "ME ENGANA, QUE EU GOSTO", DO SANE SOCIETY -- 26/03/2009 - 18:06 (Anselmo Cordeiro de Oliveira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Da série "Nelson Rodrigues Renascido"

O "ME ENGANA, QUE EU GOSTO", DO SANE SOCIETY.
Net 7 Mares

"Aí está, na análise das obras dos três que ocupam a posição TOP no site do "Sane Society" (ver no texto abaixo), o resultado pífio que o site nos traz nessa sua campanha que, supostamente, pretende projetar os autores das mais belas obras, mas que, na verdade, o que pretende é apenas rechear o seu cadastro de associados, exortando estes a peregrinar internet afora para mendigar votos às suas obras."
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Inicio a crónica, lembrando que não é de agora esta minha luta quixotesca contra o descaso de alguns sites literários, que, sem critério ético, interessados apenas em ampliar o quadro de associados, inventam certames, como esse do "Sane Society" e/ou "Talents Seekers" (não sei ainda qual a diferença entre um e outro), que não dizem nada em termos de qualidade no que toca às obras que estão publicadas sob a chancela dos seus TOPs. O que pretendo mostrar é que, neste método inventado pelo Sane Society para revelar os bons valores da literatura, onde exorta os associados a mendigarem votos na Internet, na base do "vote em mim, que eu voto em ti", não há interesse algum do site em projetar os autores de valor, os quais, desapercebidos da real intenção do site, caem na arapuca, postando lá as suas obras, para, ao final, vê-las misturadas a uma colossal montanha de entulho. O que estes bons artistas fazem é apenas aumentar numericamente a suposta importància do site, o qual, amparando-se em método comprovadamente falho, oculto sob a capa da pirotecnia "flash" que nos enche os olhos, eleva à posição "TOP" autores de puro lixo. Sei que há exceções, mas, tomando por base o mecanismo do "vote em mim, que eu voto em ti", é alta a possibilidade de vermos mediocridades ocupando posições que não lhes cabe, conforme tentarei mostrar mais abaixo.

Observem que o site, ao qual repassei técnica eficaz direcionada àquilo que o mesmo pretende, e que pode ser lida em http://www.geocities.com/meuoceano/concurso_receita.html, em vez de focalizar sobre obras, focaliza sobre pessoas, ensejando a falsa idéia de que a pontuação leva em conta o conjunto de obras. Todavia, nem por aí o método acerta; e, para dar maior consistência aos meus argumentos, vejamos aquele que, na base do "vote em mim, que eu voto em ti", ocupa hoje a posição TOP entre os poetas, o Balzac, a figurar na cabeça do TOP % dos escritores, com 850 pontos.

Para evitar contendas inúteis com os autores TOPs citados aqui, vou logo antecipando que nunca vi nenhum deles mais gordo, e que só conheci algumas de suas obras, porque tive que lê-las, para conferir se, no conjunto de suas publicações, eles merecem ocupar a destacada posição no ranking TOP do "Sane". Ademais, não sendo crítico literário, senão um simples comentarista, minha opinião, isoladamente, valor algum há de ter, salvo nos aspectos em que abordo sobre a técnica poética, onde esses autores poderão, se quiserem e concordarem comigo, colher alguns frutos. Todavia, ainda que o meu solitário comentário seja irrelevante, comento, porque, enviando cópias do meu parecer aos mais de 500 endereços que tenho na pasta "Comunidade Literária", sempre nutro a esperança de receber mais opiniões, as quais, somadas à minha, darão aos autores uma resposta mais consistente sobre o valor das suas obras.

Vejamos então, primeiramente, o que encontrei no balaio do Balzac, cujo pseudónimo, nada tendo a ver com o autor da "Comédia Humana", se não é presunção desmedida, é só um folguedo, igual ao que eu faço com o nome do Nelson.

Tomando por base dez dos seus 136 poemas que estão publicados no "Sane", arrisco dizer que o Balzac não é um poeta de todo ruim, e eu, num juízo magnànimo, diria que se situa entre os medianos. Suas obras têm mensagem clara, vocabulário rico e um certo cuidado com as rimas. Nesse aspecto, não é muito diferente da média dos neoparnasianos, mas denota ululante dificuldade com a métrica, como pode ser visto, por exemplo, nos dois pseudosonetos que fez em homenagem à afilhada e à sobrinha respectivamente. Se Balzac não sabe, alguém precisa alertá-lo sobre os cuidados exigidos para esse tipo de composição. Um bom soneto precisa apresentar rimas ricas, métrica decassílaba perfeita, tonicidade na 6ª sílaba e chave de ouro. É um tipo de construção na qual poucos se aventuram, por causa dessas exigências técnicas; e o nosso Balzac "sanesense", assim como um gato, pintado de tigre, resolveu sonetar, mas se deu mal, por fixar-se apenas nas rimas. Tanto no "Soneto para Ana Carolina" (http://www.sanesociety.org/popups.php?opc=bot0&idioma=10&idobra=18551&id=03), quanto no "Soneto para Camila" (http://www.sanesociety.org/popups.php?opc=bot0&idioma=10&idobra=14374&id=03), caminha em ambas, amparando-se quase que unicamente nas frágeis muletas das rimas pobres, e tropeça feio na métrica irregular. No primeiro, embora distante da chave de ouro, conseguiu um fechamento razoável para a composição; mas, no segundo, despencou no pior tipo de rima pobre, que é aquela montada sobre advérbios terminados em "mente" (docemente, intensamente, plenamente, etc.). Afora isso, como agravante, Balzac mostra ter forte inclinação pela construção aliterante, conforme pude ver nos poemas "Nada", "O Rio", "Vou" e "Siempre" (todos em http://www.sanesociety.org/users/index.php?usr=7597), que é um tipo de construção tida como fácil pelos que atuam na arte poética.

Ora! Apenas por estes aspectos, evidente está que o Balzac, como poeta neoparnasiano, não reúne, nas suas obras, qualidades para figurar na posição "TOP" de site literário algum.

A segunda colocada no tal ranking, rosemarri hauenstein ruch (se ela quer assinar o nome próprio em minúsculas, respeitemos a sua vontade) pratica o tipo mais comum de composição, que é a prosa poética, onde, não tendo compromisso algum, nem com rima, nem com o metro, busca suscitar poesia, amparando-se apenas em metáforas (escolha qualquer uma em http://www.sanesociety.org/users/index.php?usr=9327 e confira). Sendo a prosa poética uma mesmice, da qual a internet literária está copiosamente impregnada, era de se esperar que as composições da prosadora poética apresentasse alguma originalidade, para justificar essa segunda posição no ranking; mas o que vemos lá é só um "déjà-vu". Ademais, em se tratando de concurso, nos que acompanhei - e olhem que foram muitos - nunca vi prosa poética ganhar nada, nem sequer um franguinho de quermesse.

Vejamos, finalmente, a que está na terceira posição: Cleide Canton

Esta, que também nunca tive oportunidade de conhecer sequer por foto, foi a única que me livrou da sensação de viagem perdida, que eu certamente experimentaria, não tivesse lido três das dez composições mostradas na sua tela: "Pintando Sonhos", "A Tua Voz" e "Sem Vazios". Na primeira (http://www.sanesociety.org/popups.php?opc=bot0&idioma=10&idobra=6887&id=03), embora transitando naquele lirismo surrado do "Eu sou...", a poetisa veste os seu versos de uma roupagem de tão bela construção, que a gente nem liga para o aspecto da mesmice. No segundo (http://www.sanesociety.org/popups.php?opc=bot0&idioma=10&idobra=6666&id=03), dá uma completa aula de sonetismo (se me permitem o neologismo) e de perfeita pontuação, detalhe gramatical importante que a maioria dos poetas despreza. Cleide apresenta todos os seus versos em rigorosa métrica decassílaba; rimas ricas, que, embora misturadas a algumas poucas pobres, não perdem o brilho; e uma chave de ouro primorosa. Não descuidou sequer da tonicidade na 6ª sílaba, e, como se tudo isso ainda fosse pouco, ainda esnoba, inserindo um proparoxítono "místico" num dos versos, proeza que até os bardos famosos evitam, por causa do quase inevitável conflito que esse tipo de inserção produz com a tonicidade ou com o metro. Na terceira (http://www.sanesociety.org/popups.php?opc=bot0&idioma=10&idobra=6007&id=03), "Sem Vazios", não há preocupação alguma com ritmo e musicalidade, e nem precisa, porque a beleza da mensagem reside apenas no belo conteúdo, carregado de uma consistência poética que eu não sei como definir. Nas sete outras obras apresentadas na página, Cleide fica no lugar comum das prosas poéticas, situação em que, estivesse ela participando de um certame mais rigoroso, perderia valiosos pontos. Por conta, portanto, dessa linha poética irregular que podemos ver no conjunto, Cleide também não merece figurar entre os TOPs. Todavia, nem isso me desanima de visitar o seu site, porque pressinto que, lá no seu site, entre os escombros da poesia lugar comum, hei de pedir "bis", como na ópera, e certamente serei atendido nas pérolas de igual valor às citadas acima.

Aí está, na análise das obras dos três que ocupam a posição TOP no site, o resultado pífio que nos traz o "Sane Society" nessa sua campanha, cujo único objetivo é apenas rechear o seu cadastro de associados, exortando estes a peregrinar internet afora para mendigar votos às suas obras. Vez que, para votar nos autores que figuram no site, o convidado é obrigado a se associar ao "Sane Society", há de ser por isso que uma quantidade considerável de associados não tem nada publicado lá, configurando então caso típico de "muita festa para pouca comida", onde o refrão preferido do anfitrião e dos convivas é, provavelmente, aquele samba do "Me engana, que eu gosto".

RECEITA PARA CONCURSO LITERÁRIO ON LINE
http://www.geocities.com/meuoceano/concurso_receita.html


Samba do "Me engana, que eu gosto", no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QO8F49RTwic

Net 7 Mares
ancorol@bol.com.br
http://www.geocities.com/meuoceano/mardoego.html

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