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Crônicas-->SÃO FRANCISCO DE ASSIS -- 21/03/2009 - 11:01 (Umbelina Linhares Pimenta Frota Bastos) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Amigo para que seja escritor, poeta, contista, cronista não basta saber gramática e sintaxe, não basta saber falar belas frases, nem basta possuir talento e erudição. Se quiseres escrever para os homens e não para as traças é necessário que tua alma seja uma antena ultra sensível que capta as mais tênues ondas que percorrer o universo humano.
É necessário saber cristalizar as idéias. O escritor dá vida ao que já era concebido e estava em gestação, o escritor é o intérprete consciente da subconsciência universal. É o locutor da humanidade. Centelhas de luz, abismo de trevas; paraísos de amor, inferno de ódio, livros de pureza e gemidos de dor. O escritor converge os raios múltiplos que se encontram dispersos pelo mundo das almas.
Faça da tua caneta um facho de luz que com divina claridade inunde as tuas idéias e teus sonhos. Poeta, locutor da humanidade. Perguntaste-me, meu amigo se eu iria escrever um livro sobre o poeta Francisco de Assis nosso grande São Francisco. Chaga dolente que reabriu no meu espírito essa pergunta... Ante os meus olhos surgiu toda a pujança do meu querer e toda a insuficiência do meu poder. Eu, é verdade, já cometi delitos dessa natureza, escrevendo sobre heróis do espírito e da santidade, mas, a última página sempre a maior, o remorso, cuja satisfação é como a borboleta espetada no museu que perdeu os seus belos encantos.
Livros sobre as maravilhas divinas feita pelo homem só devem constar de reticências e páginas em branco. Como tocar em tão delicado cristal sem o quebrar? Como apanhar uma borboleta sem retirar de suas asas o pó finíssimo? Como recolher das folhas as gotas do orvalho noturno com uma grosseira colher de pau? Como apregoar nas ruas os segredos anônimos de um coração?
Não meu amigo, não posso escrever sobre as virtudes do poeta religioso de Assis... Em vez de falar vou me calar sobre as grandezas do herói... Se não acerto em dizer sobre tudo que ele foi, não direi também sobre o que ele não foi. Com a tinta das reticências escreverei sobre o papel do silêncio a biografia do grande Assis; amor, alegria, entusiasmo, serenidade, sofrimento e tudo isto aureolado com leveza espiritual e jubilosa felicidade, eis aí as pedras para o ofício!...
Não podemos prender raios de sol em gaiolas de ferro, não sei definir com silogismos uma alma ébria de Deus!... Nada disto sei. Sobre as grandezas humanas só posso me calar, porque toda grandeza é anônima, como anônimo é Deus, o INEFÁVEL.

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