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Crônicas-->Uma sapatada inspirada -- 17/12/2008 - 19:24 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. UMA SAPATADA INSPIRADA

Délcio Vieira Salomon

O que ocorreu outro dia, a que todos assistimos pela televisão, merece destaque por muitos dias.

Por isso transcrevo aqui dois textos para que meus colegas usineiros se deleitem e, passem para frente, para fazer outros igualmente se comprazerem e, mais do que isso, reflitam sobre o mundo e a época em que vivemos.

Que nossos governantes abram os olhos.
Quem sabe ainda aprenderemos a reagir?

Vale ler o texto de Saramago e colocaria como epígrafe a trova do poeta Tonho Pereba, que recebi dos USA enviado por Terezinka Pereira, presidente da IWA. Por isso início por este:

SAPATADA EM BUSH vista por Tonho Pereba:

Ao jornalista abusado,
duas censuras faria:
não foi de ferro o calçado
e lhe faltou pontaria


O GOLPE FINAL

Dezembro 16, 2008 by José Saramago

O riso é imediato. Ver o presidente dos Estados Unidos a encolher-se atrás do microfone enquanto um sapato voa sobre a sua cabeça é um excelente exercício para os músculos da cara que comandam a gargalhada. Este homem, famoso pela sua abissal ignorância e pelos seus contínuos dislates linguísticos, fez-nos rir muitas vezes durante os últimos oito anos. Este homem, também famoso por outras razões menos atractivas, paranoico contumaz, deu-nos mil motivos para que o detestássemos, a ele e aos seus acólitos, cúmplices na falsidade e na intriga, mentes pervertidas que fizeram da política internacional uma farsa trágica e da simples dignidade o melhor alvo da irrisão absoluta. Em verdade, o mundo, apesar do desolador espectáculo que nos oferece todos os dias, não merecia um Bush. Tivemo-lo, sofrêmo-lo, a um ponto tal que a vitória de Barack Obama terá sido considerada por muita gente como uma espécie de justiça divina. Tardia como em geral a justiça o é, mas definitiva. Afinal, não era assim, faltava-nos o golpe final, faltavam-nos ainda aqueles sapatos que um jornalista da televisão iraquiana lançou à mentirosa e descarada fachada que tinha na sua frente e que podem ser entendidos de duas formas: ou que esses sapatos deveriam ter uns pés dentro e o alvo do golpe ser aquela parte arredondada do corpo onde as costas mudam de nome, ou então que Mutazem al Kaidi (fique o seu nome para a posteridade) terá encontrado a maneira mais contundente e eficaz de expressar o seu desprezo. Pelo ridículo. Um par de pontapés também não estaria mal, mas o ridículo é para sempre. Voto no ridículo.
Publicado no blog "O Caderno de Saramago" |
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