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Artigos-->VIDA – MORTE – IMORTALIDADE – RESSURREIÇÃO - REENCARNAÇÃO -- 09/04/2003 - 10:56 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
VIDA – MORTE – IMORTALIDADE – RESSURREIÇÃO – REENCARNAÇÃO



Muito longe daquela “UNIDADE” de pensamento tão propalada pelos cristãos, a Bíblia, quando trata da vida e da morte, contém idéias: racionalista, imortalista, ressurrecionista, e só não aprova a reencarnacionista.



“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gênesis, 2: 7).



Segundo conhecedores do hebraico, o termo aqui traduzido para “fôlego de vida” é “ruach”, o mesmo que foi vertido para o grego “pneuma”, para o latim “spiritu”, partuguês “espírito”.



O homem se tornou “nefesh”, o hebraico traduzido para o grego “psiké” e para o latim “anima" (pronuncia-se “ánima) , que evoluiu para o português “alma”.



Resumindo, o escritor do gênesis cria que Yavé fez o homem e soprou em seu nariz aquele ar que entra e sai a vida inteira e o homem se tornou uma “alma vivente”, isto é um ente que se movimenta, animado (de “anima”). O próprio termo “animal”, ser animado, que se movimenta, vem da palavra “ánima”, que evoluiu para “alma”.





IDÉIAS RACIONALISTAS



“Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmos, 146: 4). Aí se vê que o salmista acreditava que, quando o espírito (ruach=fôlego da vida) sai, morrem os pensamentos do homem.



O autor do Eclesiastes também diz: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes, 9:5, 6). Ele não pensava que o homem continuasse vivo após a morte, nem que viesse um dia a ser ressuscitado.



Jô teria dito também: “Oxalá me encobrisses na sepultura e me ocultasse até que a tua ira se fosse, e me pusesses um prazo e depois te lembrasse de mim! Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” (Jó, l3: 13 e 14). Era assim que ele cria: “...o homem se deita, e não se levanta: enquanto existirem os céus não acordará, nem será despertado do seu sono” (Jó, 13: 12). Aí também não vemos crença em imortalidade, ressurreição, nem reencarnação.



A lei apresentou um deus severo, com promessas e ameaças nesta vida: “porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Deuteronômio, 5: 9). E não prometia nada mais além do que pudesse ser concedido aqui na terra: “Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Deuteronômio, 5: 15).





IDÉIAS IMORTALISTAS



Embora os autores do Gênesis, do Salmos, do Eclesiastes e do Jó acreditassem que o homem morre, e se desfazem todos os seus pensamentos, não tendo mais ele nenhum lembrança nem recompensa, houve entre os escritores do Velho Testamento quem pensasse de modo diferente:



O autor dos livros de Samuel acreditava que o homem continuasse vivo após a morte. Registrou que Saul tivesse consultado uma médium de Em-Dor a qual lhe teria trazido Samuel, que já era morto, e Samuel teria falado com Saul (I Samuel, 28: 1-19). Aí está a “imortalidade da alma”, teoria aceita pela maioria dos cristãos. No Novo Testamento, há idéias ressurrecionistas, mas há passagens que confirmam também esse pensamento imortalista.







A TEORIA RESSURRECIONISTA



Está escrito que o próprio Jesus, para convencer os saduceus de sua doutrina da ressurreição, não apresentou nenhuma afirmação da lei mosaica que falasse diretamente dela, mas disse: “E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos” (Mateus, 22: 31,32).



O evangelista não menciona a única promessa de ressurreição que aparece no Velho Testamento: Daniel teria recebido a mensagem angélica: “...descansarás, e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança” (Daniel, 12: 13). Essa parte do livro talvez seja uma das acrescentadas na era cristã, se não tiver sido escrito todo livro dentro do Cristianismo. Se esse versículo já existisse à época do Evangelho, as palavras de Cristo aos saduceus não teriam sido outras de sentido tão forçado, mas essas, que falam diretamente de ressurreição.



A mensagem cristã foi essa: “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (João, 5: 28, 29). Os mortos não estariam conscientes, mas ficariam naquele dia de que Cristo teria falado.





IMORTALISTAS NO CRISTIANISMO



Não obstante a mensagem cristã segundo João fosse puramente ressurrecionista, o evangelista Lucas apresenta uma parábola conforme a crença de que, logo ao morrer, o homem vai para o céu ou para o inferno, em vez de ser no dia da ressurreição:



Fala de um rico que morreu e foi padecer entre chamas e um mendigo chamado Lázaro, que faleceu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão para gozar a vida eterna. (Lucas, 16: 19-31).



O apóstolo Pedro também acredita que os vivos estivessem conscientes:



“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água, que também agora, por uma verdadeira figura-o batismo, vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo, que está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades.” (I Pedro, 3: 18-22).



Esse é o único apóstolo que apresentou chance ao homem de se converter depois de morto:

“Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.” (I Pedro, 4: 6).

Seu pensamento é incompatível com o apresentado na parábola do rico e Lázaro. Lá, depois de morto o homem não tem mais qualquer chance: vai para o lugar que merecer, e pronto.





E A REENCARNAÇÃO?



Essa idéia espírita não tem apoio em qualquer parte bíblica. Mas era conhecida entre o povo da época. Veja-se a seguir:



“Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (João, 9: 2).



Se os discípulos fizeram essa pergunta, é porque eles acreditavam que o homem tivesse mais de uma vida. Porque, para pecar antes de nascer, o homem teria que ter vivido antes. A resposta do mestre, entretanto, não deu qualquer esclarecimento sobre a existência ou inexistência de mais de uma vida para uma pessoa. Simplesmente ele respondeu que ninguém havia pecado para que o indivíduo nascesse cego; mas ele havia nascido assim para que se manifestasse nele a obra de Deus. Outra face estranha desse Deus: podendo se mostram de tantas outras formas, teria feita uma pessoa nascer cega para poder se revelar através da cura.



Se Cristo nada esclareceu sobre haver ou não reencarnação, para Paulo, ficou bem claro, não existe mais de uma vida aqui para uma mesma pessoa: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (Hebreus, 9: 27).



ONDE ESTÁ A UNIDADE?



Após a leitura de tudo que aqui foi relatado, o leitor pode ver que, entre os escritores bíblicos haviam várias, pelo menos três idéias distintas sobre o que vem depois da morte: extinção completa, imortalidade e ressurreição.



Onde está a unidade de pensamento de que falam os cristãos?



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