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Contos-->ESTAVAM ALI, A SÓS E DE PASSAGEM... -- 08/05/2020 - 22:17 (GERMANO CORREIA DA SILVA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


ESTAVAM ALI, A SÓS E DE PASSAGEM...



Uma voz sussurrada, que parecia vir do além, fez um pedido de modo tranquilo e sereno, para uma imagem que estava logo à sua frente:


- Por favor, permaneça na posição que você está e escute-me com bastante atenção, sem olhar para trás.


A imagem sombria que estava ali à sua frente questionou:


- Por que não deverei olhar? A voz sussurrada, mantendo-se calma, respondeu:


- Por nada, apenas lhe aconselho que não olhe para mim, até porque eu estou percebendo que você está chorando.


A figura que estava de costas, continuou na mesma posição, mas contestou:


- É engano seu. Eu não estou chorando. Faz muito tempo que eu não faço isso.


O ser da voz sussurrada, já demonstrando um pouco de preocupação, fez nova pergunta para a silhueta que continuava de costas, à sua frente:


-  Você está com medo de mim? Eis que aquele ser, tentando demonstrar muita calma, respondeu:


- Não estou com medo, porque quem morre de medo, se enterra vivo e não foi isso o que aconteceu comigo...


Àquela altura do desenrolar do diálogo entre ambos, o ser da voz sussurrada já deixava a transparecer estar mais sereno que antes e ao ouvir a resposta do outro ser, quis rir, mas decidiu fazer mais perguntas: - Será que é isso mesmo? Mas o que é que você estava fazendo aqui sozinho? Ainda sem olhar para a figura que tinha a voz sussurrada, o outro ser sombrio respondeu:


- Ainda não sei ao certo o que estou fazendo aqui, mas também é fato que não estou conseguindo encontrar meu caminho de volta.


Decorridos alguns centésimos de segundos, os dois seres decidiram se olhar, todos ao mesmo tempo, sendo que deram a impressão de que já se conheciam de outra dimensão e, em seguida, partiram para um diálogo mais amistoso e sem muitas perguntas entre eles.


- Levante-se um pouco daí, pare de ficar meio assustado; nós precisamos ir embora deste lugar - sugeriu o ser da voz sussurrada.


O outro ser que, realmente, parecia um pouco assustado,  voltou a questionar:


- Por qual motivo tenho que me levantar daqui? Para onde iremos? Ademais, quem é você e o que está fazendo aqui também?


Sem esperar as respostas que seriam dadas pelo ser da voz sussurrada, o ser que naquele instante virara um questionador inveterado tentou andar, com passadas lentas, na direção contrária à que tentavam ir, eis que o ser da voz sussurrada lhe interpelou:


- Alto lá, meu camarada, volte aqui, por favor... eu preciso de alguém para me fazer companhia, sendo que, de pronto, o outro ser respondeu:


- Eu não posso ficar nem mais um minuto com você... Sinto muito, mas eu preciso, de verdade, ir embora daqui, porque eu só estou de passagem - afirmou.


- Não sei para onde você está indo, portanto, eu gostaria que você não tivesse medo de mim e ficasse um pouco mais - sugeriu o ser da voz sussurrada, dando a entender que ali estaria pintando, no mínimo, um clima de amizade entre ambos.


O ser que tencionava ir embora voltou e sem se dar conta de que, realmente, se tratava de uma figura de um velho relacionamento seu de vidas passadas, disse:


- Eu não estou com medo de você, eu só estou com um pouco de pressa, por isso eu gostaria que me deixasse atravessar a faixa de pedestres logo, antes que este semáforo fique no vermelho, para eu não ter de passar por tudo de novo.


- E sumiu para o nada, como se fosse uma alma penada.


O ser da voz sussurrada que tinha ficado aguardando uma nova etapa permissiva do semáforo, para  também cruzar a faixa de pedestres,  murmurou com seus botões:


- Nem mesmo nesta dimensão extra sideral em que nos encontramos este camarada consegue deixar de ser apressado. – E, tal qual seu parceiro de conversa daquela dimensão extra sideral, também sumiu  para outro nada, como se fosse outra alma penada




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