Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
193 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57771 )
Cartas ( 21192)
Contos (12691)
Cordel (10207)
Crônicas (22323)
Discursos (3143)
Ensaios - (9126)
Erótico (13427)
Frases (44584)
Humor (18708)
Infantil (3975)
Infanto Juvenil (2915)
Letras de Música (5481)
Peça de Teatro (1321)
Poesias (138418)
Redação (2956)
Roteiro de Filme ou Novela (1056)
Teses / Monologos (2413)
Textos Jurídicos (1930)
Textos Religiosos/Sermões (5043)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->O couveiro do Brumado -- 03/04/2020 - 03:12 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O couveiro do Brumado


O povoado operário de São Gonçalo do Brumado nasceu, vicejou e cresceu em torno da atividade fabril, ali iniciada ainda no último quartel do século XIX, quando o país vivia sob o império ruralista de Dom Pedro II. A pioneira fábrica de tecidos lá instalada, movida ainda a vapor, antes do advento da eletricidade, com equipamento e tecnologia toda importada da Inglaterra foi o motor do desenvolvimento regional. De longe afluíam candidatos a operários para, a troca dum salário, tocarem seus teares, seus filatórios.

Papai e mamãe, respectivamente nascidos em 1921, na Onça de Pitangui, e em 1928, na Abadia dos Monjolos, hoje Martinho Campos, são dos exemplo que posso citar, já naturalmente, fazendo parte de uma segunda ou terceira geração desses adventícios.

E em meio ao trabalho duro da tecelagem e da fiação, havia também muito bulício, muita camaradagem no operariado... e quantas centenas de famílias não se formaram ali...Funções ancilares também foram se desenvolvendo para sustentar aquela massa fabril, como o comércio, o abastecimento, escola, atividades religiosas, de entretenimento e até o trem de ferro um dia chegaria...

Mamãe, adolescente, começou a trabalhar ainda na  primeira metade da década de 40, enquanto no cenário mundial a segunda guerra a tudo afetava e a todos afligia...e por pouco não interferiria em seu nascente romance com papai, não tivesse ele sido dispensado de embarcar para a Europa à última hora...

E a vida do dia a dia, vibrante à riviria, esnobando esperança e  energia, era sobretudo, sadia. Tome-se por exemplo, as couves do Freire, caprichoso hortelão, cujo produto, verdejante, suculento, plantado numa encosta fértil dentro do povoado era a sensação para todo paladar exigente e refinado do povoado...

Até que um dia, o segredo foi revelado: a jovem Juza, companheira de mamãe nos teares, segredou-lhe ao ouvido haver visto uma cena inusitada, ainda antes do alvorecer daquele dia: havendo ela saído um pouco mais cedo do que o usual para vir para a fábrica - fapa, na linguagem mais popular - não é que ela dera com o Freire de urinol carregado rumando para a sua horta...

Corta...?
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 24Exibido 26 vezesFale com o autor