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Humor-->Erro de Cálculos -- 25/09/2005 - 20:32 (Marilisa Loureiro Gomes) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
05/12/2003


Acho que vou morrer. Isto pode parecer horrível, mas, acho que vai acontecer comigo em breve.
Andei esticando o olhar lá pra frente e não gostei nada do que vi. É claro que agora as coisas não parecem tão feias, afinal, estamos em Dezembro, o Natal se aproxima e as festas sucedem-se. Misturadas ao trabalho e a expectativa de passar uma semana na serra, tem-se a impressão que está tudo bem. Na superfície evidentemente!
Depois das festas, das férias, o que restará? Foi pra lá que eu espichei o pescoço pra enxergar melhor e então eu percebi claramente o futuro. A continuidade da rotina, da monotonia, da vidinha azeda, limitada e sem graça. Assisto a cena de camarote e não estou movendo uma palha para mudar uma fala que seja! Por isto é que eu tenho certeza: vou morrer. É impossível viver após fevereiro!


08/11/2004

Ainda bem que eu não morri! Nem sei como é que eu tive coragem de escrever tais coisas. Imagina só se eu tivesse morrido. Tanta coisa boa me aconteceu nestes últimos meses!
Pois não é que depois do carnaval veio estudar aqui na minha cidade uma garota linda! Além de bonita, inteligente e carinhosa. A mulher dos meus sonhos. Apaixonei-me por ela assim que a vi e o melhor: ela também se apaixonou por mim! Estamos juntos até hoje. Deixei de fumar, estou bebendo menos, voltei a jogar o meu futebolzinho e estou até fazendo ioga e meditação. Acho que melhorei até o meu desempenho no trabalho, pois o chefe finalmente me enxergou! Fui designado para participar de um Congresso representando a empresa. Por isto que eu estou indo para a capital. Aí como eu não tinha nada pra fazer comecei a remexer na pasta e achei este texto macabro escrito por mim no ano passado.

Estou sentindo o corpo meio pesado, deve ser cansaço e sono. Engraçado, parece que começou uma neblina. Este clima anda tão instável! Estamos quase no verão e agora isto! Acho que está se anunciando uma tempestade, começou a escurecer e olha que ainda estamos no meio da tarde.
Puxa vida como está fazendo frio! Estou sentindo os braços e o rosto gelados. Os meus pés e as minhas mãos estão encarangados. Meu Deus! Não estou conseguindo nem me mexer! O que será que está acontecendo? Parece que estou entrando num túnel! E aquela luz lá adiante o que será? Ah não! Será que eu morri? Não acredito! Não agora! Agora que tudo estava indo tão bem! Por favor, agora não! Hei! O que é isto? Porque estão gritando comigo? Pára de puxar meu braço!
- É o fim da linha moço! Terminou a viagem!
- Não, não! Mil vezes não! Eu não quero morrer agora! Eu estou muito feliz pra isto!
- Quem falou em morte moço? Já chegamos na rodoviária e você precisa descer do ônibus.
- ?
- Já chegamos na rodoviária? E aquele túnel? Por quê passamos no túnel?
- É que aconteceu um acidente de trânsito e eu precisei alterar o trajeto.
- Então o frio era... Malditos motoristas! Não perdem a mania de ligar o ar condicionado no máximo!

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