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Contos-->Filhosofia no Terreiro de Zeca -- 22/11/2019 - 20:59 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Filhosofia no Terreiro de Zeca


A tenda em tempos de João, com disposição e saúde era festa e alegria para a família com a criançada a brincar e aprender lições sobre a vida através das histórias no tempo João.
João nas suas comemorações, a cada batizar dos netos, brindava com vinho as boas vindas no tempo João...
João era disposto e tinha sua safra de pé, pois no sítio, as plantações eram de dele.
E toda a família unida em volta da mesa, comemorava a cada temporada, a boa safra. 
Caruá e Caruru lá nasceram numa plantação que, de tanto chamar caruá, nasceu Caruaru, então era festa e ela era de João. Seus filhos: Zé Brabo, Manhoso e Zé da Lua eram uma espécie de trindade. O mais tolo comia doce enlatado por telepatia sem abrir a lata, enquanto o mais brabo, comia viscera crua e o manhoso, ganhava na manha, a confiança do pai, numa perfeita sintonia de filhosofia de João. 
João e suas noras Maria pezão, Tonha Fubana e Creuza Prestanista eram as companheiras fiéis depositárias das safras dos herdeiros de João. João tinha saúde e o tempo soprava a favor de João, mas o tempo é implacável a todos, sem contar com as inconstâncias climáticas que fizeram a produtividade das plantações caír por conta de pragas. João tentou pedir empréstimo rural, pois contava com a esperança de rever o campo novamente tomado por plantação, acreditou nos seus herdeiros para juntos com ele, reaver o sítio de outrora. Mas João, não compreendeu a atitude de seus filhos que, após o problema cardíaco sofrido pelo pai, decidiram vender o sítio já com o dinheiro no banco e o dividiram entre eles.
Para melhor entender o João, quando nascia um filho homem, era motivo de festas. Filha mulher para João, era motivo de silêncio. Até que, um dia faleceu um bebê recém nascido, que era uma menina. No velório, João saiu com os amigos. O tempo passou e Joao ficou velho. E cadê seu "exército homem!?"
Cadê suas "noras amadas!?"
Digo Zé Brabo ou Zé Valente, conhecido como "boca de ponche", tentava no grito e sem argumentos impor no faro.
Manhoso era como gato de hotel, comendo e miando, dormia o dia todo no cheiro da mulher Creuza Prestanista...
Zé lua ou melhor dizendo Tonho Desgraça vivia chegado a mãe de santo,Tonha Fubana Desgraça.
Mas, certa vez novamente João caiu numa doença e por onde andariam eles, dessa vez? João já nem conseguia dessa vez, subir pelas paredes como da vez anterior. E dessa vez, João compreendeu a filhosofia de sua vida tão bem encenada pelos seus filhos e noras.
Na graça da desgraça da Nora de João és o inferno promovido e logo fora tida como inquilina de ouvido... Armaria, Cruz Credo e num é a mulher do Manhoso Soldado Zero!
Terminou João sem apoio dos preferidos...
Cadê João? João passou e ficou esquecido, fundamentado na filhosofia de seus herdeiros.

Marcos Palmeira

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