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Contos-->A nossa diarista -- 30/11/2017 - 21:35 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A nossa diarista!

 

 

Hoje em dia é muito difícil encontrar prestadores de serviços de confiança, independentemente do setor, quando a gente sai do nosso círculo de confiança, o sofrimento é muito grande, não maior do que a desconfiança.

Assim quando procuramos uma diarista, começando aquela dificuldade de ter uma pessoa de confiança entre nós, mas quem escolher?

Após um triste acidente com a nossa vizinha, culminando em sua morte, a gente ficou de olho na diarista dela, que é uma pessoa de confiança.

Fizemos o convite e Dona Janete, estava entre nós, três vezes por semana, onde a mesma já chegou muito falante, como a gente é bem comunicativo, parece que deu certo.

Não teve esse negócio de timidez, o papo já rolava solto, onde a gente tinha que sair correndo se não o trabalho meu e dela ficavam para trás.

O interessante é que onde ela passa as coisas não ficam mais no lugar, na sua arrumação a gente que é o estranho, pois tudo fica em lugar diferente.

Numa de sua história ela disse que não faz faxina para policial, pois morre de medo de tomar carona com ele.

- Se acontecer dos bandidos o identificarem?

Cada casa é um caso novo para ela, como  numa residência onde tinha um papagaio que não tomava água – eu nunca vi isso – ela com pena deu água ao penoso e o bicho sucumbiu ao precioso líquido.

O seu esquecimento é a sua marca, onde ela troca tudo, até panetone já foi pro lixo, na confusão dela com dois sacos, de lixo e o da guloseima.

Quando a filha dela foi ver toda animada o presente do patrão, era um saco de lixo, levando a menina aos prantos, contudo teve badameiro que adorou!

Já foram  para o lixo nessas confusões: chave, celular, sombrinha e agora aquele “bicho” caro da loja especializada em chocolates...

Nessa confusão, chave é brinquedo de perder - não vai só para o lixo - fica em tudo quanto é lugar, mas felizmente a nossa ainda não sucumbiu  ao seu esquecimento.

Celular para ela tinha que ter seguro, quando não perde, é roubada ou então cai no chão, tem que ser daquele bem resistente e barato, se não é prejuízo certo.

Tem um agora que pegou um vírus, que ela não consegue tirar, quando chega de madrugada, ele sempre grita: “-Mamãe, atende o telefone mamãe!” assustando todo mundo, que ao tocar aqui em casa, já virou piada.

Entre as sua histórias  de diarista, aprendemos a gostar a cada dia mais dela e dessa vez não vai ter saco trocado, vamos comprar o panetone sonhado daquela loja chique mesmo!

A nossa diarista é esquecida, mas dos compromissos conosco jamais se esqueceu, pelo contrário, sempre lembra de dar uma atenção a todos aqui em casa, merecendo o nosso respeito e admiração que nunca iremos esquecer.

 

 

Marcelo de Oliveira Souza,iwa :bo

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