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Contos-->MATANDO A FOME... -- 09/08/2016 - 16:03 (Germano correia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

MATANDO A FOME... Dois pernilongos voavam famintos, procurando algum animal distraído para picá-lo e acabaram encontrando o dorso de um sapo que repousava à beira de uma lagoa de águas claras e passaram a sugá-lo discretamente.

Uma libélula que também voava faminta à procura de insetos distraídos, ao avistar os pernilongos sobre o dorso do sapo se aproximou rapidamente do anuro sonolento e perguntou:

- O que esses pernilongos estão fazendo aí no seu dorso? Será que eles não têm outro lugar mais aconchegante e mais seguro para ficar?O sapo ficou nervoso com a pergunta indiscreta feita pela libélula e sem entender ao certo se ela tinha dito “picar” ou “ficar”, reagiu com uma coaxada acima do normal:

- Alto lá, libélula! Estes pernilongos são meus protegidos e eu estou os deixando repousar um pouco. Ademais, não pretendo utilizá-los nem como petisco, porque meu prato predileto é libélulas ao molho pardo com ovas de peixe.

A libélula ficou meio assustada com a resposta do sapo, ato contínuo olhou para o galho de uma árvore que estava à sua frente e viu que uma rã já se preparava para saltar em sua direção e tratou de sair rapidamente para ficar longe do alcance daqueles dois anuros esfomeados.

Em seguida, num recanto mais seguro daquela lagoa, ela aproveitou o momento para fazer sua primeira refeição diária, comendo algumas moscas e mosquitos indefesos que ainda restavam por ali, além de parar um pouco para refletir sobre o ocorrido e sussurrou:

- Cometi uma gafe danada tentando pegar aqueles dois pernilongos protegidos por aquele sapo insolente e quase fui comida por uma rã faminta.

Já está na hora de eu entender que nesses tempos de escassez de quase tudo, a variedade de alimentos costuma ficar minguada demais para todo mundo, até para os seres de minha espécie - admitiu.

Sem ter muito o que fazer naquele recanto da lagoa, a libélula voou sem direção à procura das moscas, pernilongos e mosquitos indefesos que rondavam por ali, visando à realização de mais uma de suas inúmeras refeições diárias.  

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