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Crônicas-->RALO... RALO - IN? E O NOSSO SACI? -- 17/10/2007 - 13:24 (Orlando Batista dos Santos) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
É difícil para um caipira escrever e falar certas palavras. Difícil também é compreender a tendência de certos brasileiros em desprezar as coisas que são genuinamente nossas, e dão o maior destaque à cultura que vem de fora e que nos é imposta sem o menor pudor. Digo isso, não é por intolerância cultural, não, mas para dizer que quem não valoriza a cultura de seu lugar de origem, tem poucas chances de querer bem a seu próprio povo.
Fizeram bem os cidadãos de São Luis do Paraitinga SP, que há muitos anos decretaram oficialmente O Dia do Saci no município, comemorações realizadas a 31 de outubro, e está em curso uma campanha para que a data seja estendida nacionalmente.
O Estado de São Paulo também aderiu oficialmente ao Dia do Saci.
Quanto as bruxas européias e norte americanas, deixemo-las...
Falemos do saci:

O SACI
Em todas as sociedades existem lendas, mitos, estórias fantásticas de seres com poderes sobrenaturais. E muitas vezes, os atributos de seres mitológicos de um país, se confundem com os de outro. A origem mais provável, e a mais legítima do mito do Saci é a indígena ao incorporar elementos da cultura negra. Mas ganhou força no seio da população cabocla já impregnada de informações fantasiosas, de forma que várias versões do mito, e mesmo de novos atributos foram sendo acrescentados ao personagem.
A respeito do Saci, há quem diga que o mesmo possui atributos benfazejos e protetor da natureza. Em outros casos, assume o papel de traquina, penetrando nos lares para aí aprontar mil peripécias, como apagar o fogo, colocar terra na comida e dar sumiço a objetos. No campo, não deixa os cavalos em paz, subindo-lhe ao lombo e pondo-os a galopar. Para deixar sua marca, faz tranças nos cavalos que montou. Mas, o pestinha invisível também é capaz de revelar-se malfazejo, pois vaga pelas estradas a perseguir os viajantes, armando ciladas a fim de provocar-lhes sustos e pequenos aborrecimentos.
Em cada região do Brasil o nome Saci, ganha variantes e atribuições diversificadas. O nome mais popular é Saci Pererê. Mas chamam-lhe também de Teperê, Sepê, Seperê, Trik, e por aí a fora.

O que dizem do Saci:
 É um moleque preto. Tem olhos de fogo e dizem que ele solta fumaça pelos olhos.
 Nasce dos estouros dos gomos de bambu durante uma queimada.
 * Solta um assovio que faz doer os ouvidos da gente.
 * Tem uma perna só, usa uma carapuça vermelha e vive fumando um pito.
 * Persegue os viajantes e os caçadores, pregando-lhes sustos.
 * É mal-criado, pois pede tição de fogo para acender o pito, depois, atira o tição na cara de quem lhe fez o favor.
 * Vive serelepe nos rodamoinhos. Para apanhá-lo basta atirar uma peneira no centro do rodamoinho.
 Para deter o traquina, deve-se atirar um rosário para dentro do rodamoinho.
 * Se desaparece um objeto, deve-se dar três nós em uma palha de milho (a palha representa o pipizinho do Saci). Quando dá vontade de mijar, o Saci fica desesperado porque está com o mijador amarrado. Então, ele faz aparecer o objeto que havia escondido.
Um elemento importante que auxiliou na fixação do mito do Saci, trata-se da ave Tapera naevia denominada popularmente Sem-Fim. Presente praticamente em todo território brasileiro, esta pequena ave tem um canto composto por silvos graves, mas também agudos, o que acabam desnorteando aqueles que tentam localizá-la. Para complicar, o silvo principal lembra a palavra saci. Cada casal desta espécie de aves ocupa uma área de território específico, e põem-se a emitir silvos incessantes, o que dá a falsa noção de sua onipresença. Para o imaginário antigo, cheio de superstições, os assovios do Sem-Fim deviam mesmo provocar receios nos caminheiros que varavam grandes distâncias pelos sertões do Brasil.
Hoje, felizmente, este mito já não assombra as pessoas, e o Saci tornou-se uma figura romântica e muito expressiva do folclore brasileiro, um verdadeiro símbolo do nosso país.
Orlando Batista dos Santos

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