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Crônicas-->TJN - 004 = O Grande Conflito Aproxima-se -- 13/09/2007 - 19:33 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. O GRANDE CONFLITO APROXIMA-SE


Quando no ano 2000 escrevi os textos de opinião “A Invasão Muçulmana” e o “Cerco do Islão”, estava longe de crer que os factos se precipitassem tão depressa. E logo em Agosto de 2001, um mês antes do atentado de Nova Iorque, enviei o texto “Os Taliban e os Tais Interesses” que alertava para o fanatismo e prepotência daquela gente que, ao destruir os Budas, põe em perigo a fé dos outros e os valores do Ocidente e que não foi publicado, também não imaginava que os perigos sentidos se concretizassem logo no mês seguinte.
E a guerra no Afaguenistão e no Iraque que é a desculpa que os nossos demagogos, palpiteiros e cabeças falantes apresentam para os ataques da rede da Al Qaeda, ainda não tinham começado, portanto todos sabemos que não é essa a razão. Então porquê tanta sanha contra o Ocidente e seus amigos que já levou a milhares de vítimas inocentes? A resposta já a deu o próprio Bin Laden em várias entrevistas e os seus maiorinos estão constantemente a referi-la com as suas ameaças e, embora não sejam levados a sério, não estão a brincar. Para eles, a Guerra já começou, a Jihad ou guerra Santa que visa a expansão islâmica e a destruição do poder ocidental, já teve início, já se contam milhares de mortos e a Europa ainda está a sonhar. Não acredita que está em guerra. São guerras de novo tipo que já não se fazem como antigamente, em campo, com grandes exércitos e armas poderosas de grande tecnologia, mas sim nas grandes cidades, nos meios urbanos. E foram precisas 56 vítimas mortais em Londres, para que o governo britânico começasse a tomar algumas medidas de expulsão dos soldados inimigos que passeiam e operam livremente no seu território há anos. Isto, porque a Europa liberal não os leva a sério e eles vão matando com toda a facilidade. Os europeus que se mentalizem que já estão numa guerra que os pode vitimar quando menos esperam e continuam a ler o Harry Potter, Dan Brown e a discutir futebol como se estivessem em paz!
Não há hipótese de paz, porque aquela gente só quer a guerra. Acreditam na guerra e vêem, na paz do Ocidente, uma cobardia. Parece um absurdo, visto pela perspectiva actual dos europeus, mas é verdade. É guerra que eles querem! O espírito guerreiro despertou no mundo islâmico vencido e despeitado pela tecnologia que não domina nem quer dominar e o mundo materialista e consumista que odeia. Vêem no caminho que a Civilização Ocidental encetou, laico, sem fé, virado para os valores materiais, onde reina o hedonismo, costumes aberrantes e o poder financeiro, um perigo para a sua Fé e sua Civilização tal como o é para a Civilização Cristã que respeitavam.
Eles sabem que o mundo assim só convém aos sionistas, aos hebreus, uma minoria elitista que não perdeu a Fé, uma fé privada duma raça, só deles, que não se expande. São eles que detêm o poder da Finança que ameaça o domínio mundial, pela via económica e intenta acabar com a Fé dos outros, pois consideram-se o Povo Eleito e aguardam o Messias redentor, rico e poderoso que os fará dominar e avassalar os outros povos menores que não pertencem à elite de Sion e quem chamam gentios. E o exército americano e da NATO é que está a defender esta situação, quer tenha ou não consciência disso.
Os europeus dominados agora pelas ideias laicas, neutras e pacifistas dos maçons, tornaram-se tíbios, não querem guerra e têm medo de morrer. Não têm ideais, estão dominados pelos bens terrenos de Cheitã e pelo futebol. E eles, com simples bombas artesanais, fazem-nos tremer de medo e obedecer às suas ordens como fizeram aos espanhóis, italianos, japoneses etc. Afinal para que servem as suas armas da última geração, a sua tecnologia de ponta, o escudo invisível anti-míssil, a Guerra das Estrelas se eles com as suas simples bombas dentro duma mochila, uns detonadores comandados à distância pelo télélé ou até com os seus mártires suicidas, os desorientam e enchem-nos de pavor, aterrorizam-nos?
Isto dá-lhes gozo e uma sensação de poder de começar a ser obedecidos por grandes potências como a poderosa Inglaterra, a imperialista Espanha, a orgulhosa França, a teutónica Alemanha, a clássica Itália e até a omnipotente América dos Bushs, do Capital, dos gangsters, do tiroteio e das cowboyadas! Quem não obedecer, arrisca, quando menos espera sofre um atentado. Eles, apenas meia dúzia com o poder da Fé conseguem desorientá-los, fazê-los tremer e gastar milhões e milhões em guerras inúteis. Falta-lhes o poder nuclear mas em breve chegará. No Paquistão, é só arrumar com Muxarafe, o lacaio dos americanos e no Irão, é só uma questão de tempo, já lá está o homem certo, o novo Hitler que nem gosta de judeus. E eles não vão ser como os soviéticos, um povo sem Fé, que também tinha medo. Eles vão destruir Israel e o Ocidente, o mundo de Xeitã, o Maligno se a oportunidade surgir.
O Dr. Mário Soares que me perdoe, mas, na minha modesta opinião, quando esteve no poder, só fez asneiras e agora, fora do poder, só diz asneiras. Eles não querem negociações que levavam novamente à situação actual de supremacia ocidental e isso era muito conveniente para a política pacifista da Europa e agressiva de Israel e americana. Eles querem Guerra, Guerra Santa e há que aproveitar o momento que passa muito favorável com o Ocidente dividido entre uma Europa pacifista que parece ainda não ter pressentido o perigo que atravessa e se preocupa mais com os seus conceitos de liberdades e garantias individuais intocáveis do que com a vida das pessoas e uma América isolada, criticada pela esquerda liberal e comunista, pelos novos caseiros insubmissos da quinta sul-americana, ainda influente mas desgastada pelos revezes do Iraque.
As condições para mais um conflito natural, um confronto mundial, agora sem exércitos, estão a desenhar-se. Haverá o bom senso necessário para evitar a catástrofe que se avizinha? Muitas vezes uma posição frontal determinada, sem tibiezas ou um ataque fulminante no momento certo, também pode trazer a Paz. E este inimigo, penso eu, é daqueles que só respeitam a força.
A situação que se atravessa parece muito semelhante à dos anos 30 que antecedeu a II Guerra Mundial.

7/08/05

Reinaldo Beça
(reibessa@hotmail.com)




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