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Crônicas-->TJN - 004 = Uma União Europeia Islâmica -- 13/09/2007 - 19:23 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. UMA UNIÃO EUROPEIA ISLÂMICA

A União Europeia (UE) dá evidentes indícios de estar a mudar de rumo e o projecto inicial duma Europa liberal de modelo americano, parece estar a dar lugar a uma Europa fundamentalista de cariz muçulmano do tipo União de Estados Islâmicos da Europa (UEIE).
Assim, a UE, um instrumento da globalização concebido para expansão do neoliberalismo económico na Europa, que abre as fronteiras à livre circulação de capitais, pessoas e bens, está a tornar-se num instrumento de outras expansões e penetrações como a expansão islâmica, abrindo as fronteiras a milhões de muçulmanos que continuam fieis à “Umma” e que já formam grandes comunidades nas principais cidades europeias. E no meio de capitais, pessoas e bens também podem circular livremente terroristas e organizações que põem em perigo os valores europeus e a paz no Ocidente.
Os comunistas despeitados e desorientados pela queda da mãe União Soviética e perante uma China cada vez mais liberal e capitalista, passaram a apoiar agora os muçulmanos na sua campanha anti-americana, levando a reboque, como sempre, o resto da esquerda democrática. A expansão islâmica apresenta-se-lhes como a única força capaz de suster o “monstro americano” e o seu capitalismo globalizante, o inimigo comum. Uns porque é um obstáculo à reimplementação do comunismo, outros porque é um obstáculo à expansão islâmica no Ocidente, a vontade de Maomé sonhada há séculos, não vendo os perigos que daí podem advir, não só para os cristãos europeus, mas também para os comunistas, socialistas e ateus em geral, considerados, por eles, infiéis.
Contudo, os avultados investimentos árabes na Europa e na América, parecem já estar a fazer efeito. É natural que os petrodólares dos nababos do Golfo, principalmente da reaccionária, intocável e incriticável Arábia Saudita, um covil de fanáticos wahhabistas donde saem os grandes terroristas, estejam a influenciar os centros de decisão da União Europeia dominada por uma esquerda muito activa. Neste sentido, criam-se, na Europa, tribunais quase islâmicos que se parecem com os antigos tribunais do Santo Ofício, vulgo Inquisição, para julgar a consciência daqueles que cometam a heresia de criticar o Islão e o atraso crónico que provoca aos povos que se submetem a tal fé. Que o diga a Brigitte Bardot que já foi condenada por criticar certos costumes islâmicos e condenar a islamização do seu país.
Os grandes golpes do terrorismo mundial, inclusive o do 11 de Setembro, partem da Europa onde a Al-Qaeda e outros grupos estabeleceram as suas células; fazem-se manifestações e embargos contra Israel, tradicional aliado do Ocidente e isola-se os americanos, não lhe prestando apoio, esquecendo-se que, com todos os seus defeitos, a América é a única potência que pode defender o Ocidente dum eventual ataque ou invasão. Constroem-se mesquitas, permitem-se as tradições muçulmanas mais machistas e retrógradas como a obrigatoriedade das mulheres usarem véu na cabeça, mesmo que colidam com os costumes europeus; os centros das grandes cidades europeias, já parecem Bagdade, Damasco ou o Cairo. Ainda há pouco atravessei Paris, num pára-arranca de 4 horas, e só se ouvia, na rádio, música árabe, como se estivesse na zona lúdica de Port Said. E. por ser politicamente correcto, grande parte dos media, “opinion makers”, comentadores políticos tomam agora a defesa da causa árabe e os imãs, os emires, os ullemás e sheiks das comunidades muçulmanas europeias fazem declarações como se estivessem já em terreno conquistado. E qualquer reacção ou comentário a esta situação alarmante, corre o risco de incorrer num grave crime rotulado de racismo e xenofobia que os mentores da construção europeia impõem, talvez inspirados na Xária.
Tudo isto parece muito estranho e não se compreende que uma Europa que se diz democrática, defenda agora regimes ditatoriais em que as leis medievas imperam para proteger os privilégios de meia dúzia de nababos que vivem no Céu de Alá, em palácios das Mil e Uma Noites, à custa das riquezas do país que investem no Ocidente, para proveito próprio, enquanto a miséria, o atraso e as carências do povo do Islão persistem. Uma autêntica negação dos valores que o Ocidente defende!
Perante esta insólita situação, é caso para desconfiar dos bons propósitos dos centros de decisão europeus, tais como a Comissão Europeia (CE), o Parlamento Europeu (PE) e o Banco Central Europeu (BCE), pois parecem estar a ser demasiado sensíveis aos argumentos dos petrodólares, independentemente da tradicional demagogia duma esquerda populista que ainda para aí sobrevive.

28/10/02

Reinaldo Beça
(reibessa@hotmail.com)
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