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Crônicas-->TJN - 004 = A Ameaça Muçulmana -- 10/09/2007 - 13:25 (TERTÚLIA JN) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. A AMEAÇA MUÇULMANA


Seria mais fácil implementar, na China comunista, a democracia ocidental normalizada, empacotada e ponta a servir do que nos países árabes governados por ditaduras de índole religiosa que se intitulam Estados Islâmicos. E isto porque a China e outros Estados comunistas não passam de regimes ditatoriais impostos arbitrariamente ao povo que não se importaria nada de os derrubar se, para isso, tivesse oportunidade, enquanto que as ditaduras islâmicas assentam numa fé religiosa voluntária, altamente conservadora que pode levar mesmo ao fanatismo e que perdura com pouquíssimas alterações desde os tempos de Maomé.
Os muçulmanos pouco ou nada mudaram desde a Idade Média. Preservam toda a sua pureza como se estivessem ainda no ano I da Hégira. Os conceitos democráticos ocidentais, para eles, não têm grande relevância, apenas aceitam a doutrina de Alá e Maomé o seu profeta. Os preceitos do Corão são a sua Bíblia, que servem de base ou são mesmo a Constituição do Estado Islâmico que praticamente integra todos países muçulmanos ou árabes com governos geralmente ditatoriais e conservadores em forma de monarquia ou república. Ao contrário dos europeus, ninguém os consegue globalizar.
Este conservadorismo doentio reconhecido por muitos islamitas mais esclarecidos, é susceptível de provocar reacções negativas que levam a fundamentalismos fanáticos que ultrapassam o dos nossos antigos inquisidores, com a agravante de se manifestarem ainda em pleno século XXI. Agarram-se aos preceitos do Alcorão para travar a marcha do progresso e para cometerem os piores excessos. Assim, muitos países islâmicos vivem ainda em plena Idade Média com decapitações em praça pública, corte da mão ao ladrão, lapidação de mulheres adúlteras como nos tempos de Cristo (se isto fosse cá, ver-se-iam manetas e mulheres apedrejadas por todo o lado) e obrigação da mulher andar de cabeça e rosto coberto bem como uso de vestuário que não permita realçar a forma do corpo (lá iam os nossos “top-models” que já não sabem mais que mostrar). Nos países mais fundamentalistas como o Afeganistão, a desobediência a este preceito é punida com a vexante flagelação em público. A prática da castração de homens para guardas de serralho (eunucos) e a escravatura de mulheres e crianças negras, principalmente na zona do mar Vermelho, Corno de África e Sudão ainda existe, mau grado os países árabes se terem unido hipocritamente aos negros, na Conferência de Durban, contra o tráfico de escravos dos colonizadores europeus como se não tivessem sido eles que escravizaram os negros muito antes dos europeus e continuam ainda a fazê-lo.
Em suma, o mundo muçulmano, duma forma geral, a par do progresso tecnológico e de toda a informação de que hoje se dispõe, permanece teimosamente no obscurantismo medieval, graças ao fanatismo religioso que preserva e do qual não se quer libertar. Pelo contrário, os seus eternos rivais, os cristãos, aboliram o poder temporal da Igreja, abriram-se, adoptaram novos conceitos de liberdade religiosa e política. Hoje praticamente já sem fé, vão-se entregando ao materialismo hedónico que os está a levar ao vício, à sodomia e ao deboche, enfim à decadência civilizacional. Ao que dantes se chamava Cristandade em oposição ao Islamismo, hoje é apenas o Ocidente dominado pelo dinheiro e pelo consumismo poluidor. Já não existem os fundamentalismos medievais (ainda bem) nem o fervor religioso que os ajudou a suster a carga da cavalaria sarracena quando, em 711, invadiram a Europa. Agora com um Papa envelhecido e doente, a Europa enfraquecida, esfrangalhada e diluída numa caldeirada; com uma grande parte da sua juventude degenerada, viciada, amaricada, homossexualizada; com exércitos efeminados e medricas, será presa fácil para o machismo islâmico ainda mais fanático e suicida do que no tempo de Tarik e Almansor! Já iniciaram a invasão através da imigração. Chegam à Europa ou à América e não se adaptam; persistem na sua Fé e costumes; exigem mesquitas para orar e as suas mulheres não se deixando influenciar pelas europeias, continuam a usar o véu e o traje muçulmano. Já existem milhões deles na França, Alemanha, Holanda, Inglaterra e Espanha invadida diariamente por marroquinos. São autênticos cavalos de Tróia que se estão a infiltrar, precedendo a grande invasão, a última e definitiva. A URSS que quis acabar com a religião (o ópio do povo) não conseguiu extinguir o Islamismo que se manteve nas repúblicas do sul e que hoje disputam as zonas ricas do petróleo do mar Negro ao Cáspio (Chechénia). E o campo humano e religioso não está só. Os grandes potentados financeiros do golfo, resultantes da cobiça ocidental pelo petróleo, já compram a Europa e a América.
A realidade é que a Europa está cercada pelo Islão. O que lhe tem valido é o Mediterrâneo e a solidariedade cristã extinguiu-se com a própria religião substituída pelo capitalismo. Os interesses financeiros são ínvios e tortuosos: levam a atacar cristãos (sérvios e macedónios) e a proteger muçulmanos terroristas como aconteceu no Afeganistão com os Taliban e depois, nos Balcãs, com os traficantes da UÇK albanesa. A solidariedade muçulmana ainda adormecida, está latente, está em stand-by, podendo eclodir inesperadamente como os ataques às torres de Nova Iorque que talvez pudessem ter sido, para além dum ataque arrasador, um ensaio para testar o poder de resposta ocidental e a solidariedade islâmica. Atente-se nos recentes acontecimentos da Palestina em que chegou a esboçar-se. Falta o grande rastilho apenas. Os novos califas de Bagdade (Iraque), de Damasco (Síria), de Riad (Arábia), do Yemen, do Afeganistão, do Turquestão, do Casaquistão, do Irão, do Egipto, da Líbia, da Argélia, da Bósnia e até da pacífica Tunísia e de Marrocos que cercam a Europa, podem ser envolvidos e impelidos para uma Guerra Santa tanto do seu agrado, contra os ímpios do Ocidente que tanto invejam pelo seu poder tecnológico e bélico mas odeiam pela sua dissolução satânica de costumes. Os negros africanos também complexados, poderão ser arrastados contra os antigos colonizadores europeus. Já tem havido tentativas por parte de Kadafi, nas assembleias africanas da O.U.A. e dos países árabes em geral, na recente conferência de Durban sobre racismo. Os grupos extremistas islâmicos propagam-se por todo o mundo, não precisam de território e contam com a vulnerabilidade democrática e suas leis permissivas, com a ganância do capitalismo, com a livre circulação de capitais, pessoas e bens que também podem ser terroristas. A utopia multicultural europeia pode degenerar num grave conflito intercultural.
O século XXI não vai ser assim tão pacífico. A História repete-se ciclicamente e a Humanidade parece estar no limiar duma nova Era. Uma nova Idade Média obscurantista, fundamentalista e brutal estará de volta?

17/09/01

Reinaldo Beça
(reibessa@hotmail.com)

Nota: Este texto foi escrito entre Fevereiro e
Agosto de 2001. Após o 11S, acrescentei~lhe o ataque às torres gêmeas de NY e enviei-o para o Jornal de Notícias, do Porto, tendo sido publicado um resumo.


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