Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
71 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57118 )
Cartas ( 21170)
Contos (12604)
Cordel (10093)
Crônicas (22216)
Discursos (3137)
Ensaios - (9018)
Erótico (13404)
Frases (43787)
Humor (18496)
Infantil (3795)
Infanto Juvenil (2722)
Letras de Música (5470)
Peça de Teatro (1317)
Poesias (138320)
Redação (2927)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2402)
Textos Jurídicos (1925)
Textos Religiosos/Sermões (4899)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cartas-->De João Justiniano, sobre o Dia do Trabalho -- 01/05/2004 - 19:25 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
João Justiniano da Fonseca

Estamos no Primeiro de Maio. Um aumento de R$20,00 no salário mínimo. Quase dá vontade de dizer um palavrão e eu o digo – porcaria! Não podia ser mais do que isso, porque desarrumaria a economia nacional. Desarrumaria, diz a equipe da área econômica do Governo. Mas não a afundaria. E devia custar menos que o preço pago pelo dito apoio parlamentar. Uma coisa não tem a ver com a outra? Tem sim. Esse dinheiro tirado ao Tesouro para acomodar situações políticas poderia ser repassado à Previdência, que se tem como o nó górdio. E desatado esse, o aumento poderia ser maiorzinho. Como pretenderia o Presidente que não pôde.
Os problemas de ordem social no Brasil se avolumam dia a dia, multiplicam-se como formiga e envenenam como escorpião. Enquanto isso, as soluções vêm sendo tão lentas e mesmo tão raras que podem comparar-se a agulha no palheiro. Azar de um sistema viciado. A democracia no Brasil é simplesmente uma democracia de elites, nunca de povo. Todo mundo sabe disso e o repete quotidianamente.
Os pequenos, os pobres, a comunidade como um todo, pau neles. Aos senadores e deputados, os vereadores, flores e louvores. Aos ricos, especialmente os banqueiros, os empreiteiros de obras públicas, os que manipulam verbas oficiais para milhares de miudezas - as sobras acumuladas em fortunas que se transferem a bancos no exterior. Os jornais andam cheios disso quotidianamente.
E agora, João! Que sugestão você teria, que idéia salvadora? Quem é você e que valor tem sua palavra para ditar estas coisas?
Sou um cidadão eleitor. Já vi muito e muito ouvi no curso de 80 anos. Meu primeiro voto, pós ditadura Vargas foi em 1945. O último na esperança Lulala. E posso dizer: ter-se-ia de começar com uma solução muito simples, de parte do eleitor, de todos nós. Na urna escolhermos para chefe do governo aquele que nos pareça o melhor entre os concorrentes. E os candidatos ao Legislativo, quero dizer, os que em regra concorrem ao cargo querendo-o como um emprego, um salva-vidas, mais que isso, um veículo de mordomia e barganha, de proveito pessoal? E são tantos, que a gente nem sabe quem são os idealistas, os que amam a causa pública para distingui-los dos malandros. Parece que o melhor seria recusar todos os candidatos, como lição de respeito ao povo, à sociedade, a nós todos que dispomos do voto como arma na guerra pelo bem-estar social. Isso não pode ser assim, porque, em última análise os piores poderiam chegar lá pela exclusão dos melhores. Vamos então escolher por nós mesmos, pela nossa convicção, não como favor a amigos. E os que mal assinam o nome e estão no cabresto da necessidade? Só estes não bastariam se não estivessem somados ao voto de favor, de gratidão, de coração - os que pagam pequenos brindes com a consciência, votando em cruz.
Está dito repetidamente nos jornais escritos, falados e televisionados, que um congressista - senador ou deputado, somados subsídios (subsídios são salários com nome especial), auxílios (auxílio gravata, auxílio moradia e outros), assessores e mais auxiliares, custa ao Poder Público uma nota que daria para remunerar dignamente 10 professores universitários. O custo de um deputado estadual irá para dois terços disso, 6 ou 7 mestres. E os gastos com o montão de vereadores, na maioria desocupados (ou cuidando de afazeres pessoais), tão escasso é o trabalho das Câmaras nos pequenos municípios, que são a maioria, talvez chegue a um valor que poderia prover o ensino local até o nível médio. A Justiça Eleitoral decide reduzir esse montão custoso e quase inútil. Pois não é que os senhores senadores e deputados querem anular a decisão e acrescer o número de vereadores que eram antes da decisão judicial? Eles bem o podem fazer. E o farão certamente. E nós? E agora João, você prega o terrorismo?
Sei lá! Que se precisa pôr um cobro nisso, precisa. E a solução que venha de baixo, das urnas, me ocorre como única de que o povo dispõe.
E para chegar ao eleitor? Para doutrinar em termos de convencimento fazendo-o entender que o poder do seu voto e o interesse social estão acima da vontade dos vereadores que buscam a reeleição e dos novos candidatos à edilidade e são bem maiores que a pretensão dos prefeitos que se reelegem e dos candidatos que pleiteiam o cargo? Para isso é necessário ter a mídia ao seu lado, ao nosso lado aliás. Então digamos ao povo, à mídia, ao eleitor: gente, é tempo de acordar e dizer o que somos, pôr à prova nosso valor. Havemos de nos somar, armados com a palavra e o voto para o sim e para o não, talvez para o não mais do que o sim.


Olá, João!
Como nós sabemos estamos morando em um imenso abacaxi, tortuoso por natureza, eu, pessoalmente acho que o Brasil não tem mais jeito, é sempre a mesma enrolação, uma eleição é feita para escolhermos nossos governantes, que tem como meta principal melhorar a aparência do seu bolso.

Felicidades

Marcelo de Oliveira Souza


Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui