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Poesias-->NA LATA -- 13/08/2020 - 04:56 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

NA LATA

 

No fim, você não deixou nada.

Nem eu te deixei levar qualquer coisa.

É que talvez...não havia muita coisa.

Haviam reclamações e chatices

rotinas impostas sabe lá por quem

e normas nunca cumpridas totalmente.

 

Sim, é isso: não havia nada.

 

Mas haviam outras transgressões

e creio agora, pensando bem

que por elas existia nossa teimosia

em permanecer.

 

Havia um impulso esquisito

que pegava-nos de surpresa

e embriagava algumas noites

para fazer de conta

que éramos outros

nada a ver com os mesmos tontos

teimosos em se manter

 

Havia alguma parte de cada um

que em triste nostalgia do inicio

ainda tecía mentiras belíssimas

e em contos de planetas inventados

contava-nos o impossível

de forma tão simples e tácita

que nunca iria ficar para sempre.

 

Assim é a vida : tudo tem seu tempo.

 

Agora sou outra e você, nem sei quem é.

Tomara que saibas, para não se esconder.

Porque esconder-se da vida, veja bem:

é a pior regra

que alguém pode aprender!

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