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Poesias-->Deus desnutrido -- 25/01/2020 - 15:33 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Deus desnutrido

Corro pela cidade e não a percebo. Sigo a manada Deus gente cada um na sua, a fazer da arte, um desastre. Morro sem ter vivido. São tempos idos e findos. A maresia, salga minha pele e me sinto oceano, onde os anos passam velozmente nas mentes que mentem. Mente na articulação bucal e canta no funeral de um Deus desnutrido pela fome do amor sem dor no colorido vermelho. Ele espera pelo peixe, pão e vinho tinto. Ainda continua faminto aquilo que não minto, pois o verão acabou com a colheita tão esperada. Nos passos gente, percebo a desnutrição da alma a viver uma solidão onde o pão acabou. Lá vou, no aqui acolá de desejos tantos em que o riso deixou de reinar. O pranto assumiu e me fez sumir para subir aos céus, desnutrido e oco. Deus sorriu e me encantou ainda que desnutrido, estivesse. Pele fez pacto com os ossos abaixo do nível do mar. O ar, difícil ficou de respirar. Sufocado e cheio de comida, adormeci na calçada Pajussara que Jussara desfilou e não a vi. Jussara colorida no cocar e na pele, tocou-me. Acordei e a fitei na interação sem vocábulos. Aquele corpo deusa imóvel, cabelos ao vento e sento ao lado de Graciliano, o ramo da procissão. Olhos negros e corpo no copo acabou a Deus nutrindo. Caminhei ao mar de mãos dadas a ela e afoguei-me de tanto alimento. Senti náusea na Áurea da aurora do rei sol a sol e com vida, escapei. Superei o insuperável e senti o gosto da cicuta. Morri para nascer no entardecer da noite Pajussara. Ahhh, Jussara! Que fizestes das preces que te pedi? Reinou o silêncio.


Marcos Palmeira 

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