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Poesias-->AS MÁQUINAS AFETUOSAS -- 04/01/2020 - 02:36 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O homem com a perna mecânica

A máquina com a perna humana.

A boca de borracha

não beija mais a outra,

carne exposta aos dentes

e o nunca mais

é uma ideia encadeada.

O homem com a perna mecânica

percebe a máquina sem óleo.

A máquina deita na cama

traz a sua perna humana.

Escuta-se um estalo,

isso é o máximo agora.

O homem dorme

com sua perna mecânica

e durante a noite

rostos são plugues no meio dos sonhos.

Isso também é o máximo agora,

embora pelas ruas ele veja olhos de plástico

e ainda possa oferecer os seus músculos.

O homem não os ofereceu ainda

porque ele  e a máquina

ainda dormem na mesma cama

e a máquina perde fios  de cabelo.

O homem quase entende aquilo:

fios grudam em suas mãos.

São cabelos perdidos que significam algum perdão

ou o homem tão frágil ainda não sabe,

que  corpos quebradiços,

são inutilmente receptivos?

 

DO LIVRO: AS SONDAS AMAM

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