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Poesias-->MARÉ NEGRA -- 27/11/2019 - 21:56 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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O peixe flutua


encharcado de óleo


um olho estufado


o outro arrancado


barbatanas estouradas.


Óleo a granel


não se sabe de onde


5 mil toneladas


derramadas


em nome da ganância


a maré negra avança.


O barco pesqueiro


retorna vazio,


braços cruzados,


o pescador vagueia,


a praia pranteia,


a preta areia,


Garças pichadas


Tartarugas gosmentas


Pelicanos agonizando


patinando no óleo.


As ONGs de plantão,


Greenpeace


e mais um montão


arrecadam donativos,


e patavina de solução,


cadê o Greenpeace?


Ambientalistas?


Ecologistas?


Oportunistas?


nem Deus sabe...


Arautos da Natureza


todos se vitimizam


no caldeirão do dilema


gritam e esperneiam


e continua o problema


Marinha aturdida


com o sonar sonado


o tempo se esvaindo


a Natureza agonizando


vidas se desintegrando,


a maré negra avançando...


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


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