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Poesias-->SEM MATO nem VIDA -- 12/07/2019 - 01:08 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


SEM MATO NEM VIDA


Sangra cérebro
sangra coração


(ya no es cosa de partido
ni creencia alucinada…)


O que fazer com tanto lixo
que deixaram no quintal?
Sangra o meu Jatobá
sangra a minha Seringueira

Como ser indiferente, 
seguir pagando pela coisa, 
trabalhar e não sonhar
com o lixo que me açoita


respirar... é criminal?


Sangra o lado do meu peito
sangra a voz que não gritar
cai o Cedro no meu solo
o Bambú e o Pau-Brasil


(ya no es cuestión de a veces
ni tal vez ni parecer…)


Sangra o pátio lá de casa
e o que não quiser olhar
sangra a lua
sangra a esquina
sangro eu
por não chorar...


(que ha pasado aqui..

País?)



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