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Poesias-->A CASA DA DONA QUININHA -- 06/05/2019 - 21:49 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A calçada desgastadas, mosaicos lassos,


chora a ausência da espinhosa algaroba


tudo está morto e vivo pela lembrança


sala, quartos, banheiro, copa, cozinha


paredes e rebocos perderam a memória


pintura desbotada, desgastada pelo tempo


o chuveiro Lorenzetti  envelhecido, a pátina


o quintal encolheu com o passar dos anos.


Na casa da Dona Quininha


havia um pé de laranja


um jaboti no chiqueiro


um pé de coqueiro anão


numa cadeira preguiçosa


Expedito fumando seu cigarro  brabo,


um Coração de Jesus vigiando a sala,


samambaias chorosas na área interna


pesarosas com as marcantes ausências.


A matriarca se foi,


o patriarca também.


até o cheiro do seu cigarro brabo sumiu


a velha casa segue aos trancos e barrancos


sem os alicerces Expedito e Quininha


a casa onde o caçula Robsom nasceu


a casa onde cresci e plantei sonhos


a casa onde sempre eu morei


mesmo definitivamente distante


 

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