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Poesias-->Bárbaros -- 25/06/2018 - 04:28 (Georgina Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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E ele me interpelou,



subitamente, por quanto tempo ainda



os meus cabelos cresceriam.



Era um camarada acintoso,



interessado nos meus fios



como se íntimo deles o fosse.







Pensei em questioná-lo:



- em quantos meses cresceriam



crespos e revoltados,



os pelos pubianos



da senhora sua mãe?







Os interessados em nossos fios,



se os deixamos soltos,



penetram-nos pelos folículos,



apossam-se das nossas entranhas,



atingem nossos pontos mais sombrios,



gélidos ou caniculares.







Daí, acirram-nos os nódulos tímidos,



sussuros ainda incompreendidos por nós mesmos,



e os irrigam com estranheza torpe.



Tomam o nosso ser como um macaco raro,



um inseto africano ainda não catalogado,



ambos perniciosos e incognoscíveis.







Não! Não quero ter entranhas sufocadas,



nem que invadam-me a alma unicamente minha.



Os meus recônditos, vetados aos curiosos,



cospem fogo aos bárbaros.



Permitem apenas lábios úmidos,



- e apenas aos autorizados!-



Contemplam também dedos hábeis e macios



que penetrem caverna escorregadia



sem sobressaltos,



e os que ousem tolerar longa noite constelada,



avançando mais, mais e mais...mais e mais...







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