Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
159 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 58261 )
Cartas ( 21211)
Contos (12883)
Cordel (10242)
Crônicas (22109)
Discursos (3152)
Ensaios - (9254)
Erótico (13456)
Frases (45448)
Humor (18977)
Infantil (4205)
Infanto Juvenil (3289)
Letras de Música (5510)
Peça de Teatro (1328)
Poesias (138787)
Redação (3005)
Roteiro de Filme ou Novela (1059)
Teses / Monologos (2418)
Textos Jurídicos (1935)
Textos Religiosos/Sermões (5286)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->Passos de andorinhas -- 06/10/2013 - 11:12 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Já passou por São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas? Impressione-se com o nome tão poético, com as chaminés industriais nu’a manhanzinha frio, chamando os operários para o trabalho enquanto liberam seus gases salafrários, do baralho, mas tenha coragem, nem tudo é sacanagem, siga em frente. Mais umas boas léguas, vai chegar a Passos, Passos de Minas, se é que é necessário assim frisar. Outros passos, e paços, há de haver, até pra rimar com os abraços, conquistar mais espaços. Afinal, não há até o Senhor dos Passos?

Apeie-se logo, do lombo ou da condução, que Passos, é nos passos, que está a sedução. Sobre aquela calçada irregular, poliédrica, faz bem aos calos andar. Tá ali a pracinha da matriz, que no passado, quem sabe até teve ali seu chafariz. Ou ainda tem, e lhe virei o nariz?

Mas o que me lembro, é de trinta anos atrás, quando ali parei, vindo de São Paulo, no caminho de Uberlândia, se estou seguro. Ia a Jataí, ou Rio Verde, em Goiás, prestar um concurso para fiscal arrecadador, tempos aqueles em que se presumia, se fiscalizava e se arrecadava. E se fazia concurso público, aparentemente palavra riscada, ou licenciada do léxico politico de nossos governantes que juram que querem recompor o Estado – e pelo jeito, fazer concurso é cousa de veado, de retardado, de desmiolado, do passado.

E amanhecia apenas quando me vi só na pracinha da matriz de Passos de Minas, onde fui dar uma voltinha, pra esticar as pernas, arranjar um café quente, e esperar o próximo ônibus. E quem sabe, sentar num banco, ‘quentar sol’ pra ser mais franco. E não é que vi com esses olhos da cara uma revoada de andorinhas tão afeitas aquele ambiente que nem se deram ao trabalho de se espantar com minha presença, queriam, ao sair da igreja onde deveriam ter passado a noite, se não em ação, ao menos em oração, a dar um bordejo, saudar a manhã, procurar também o seu desjejum. E era um bando delas, gravemente vestidas de seu tradicional branco e preto, passeando, em bando e minha manhã despertando.

Mas não esperaram pelo ônibus para Uberlândia. O tempo voa para elas também
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 24Exibido 155 vezesFale com o autor