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Poesias-->DECADÊNCIA -- 17/06/2016 - 01:19 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Hoteis espeluncas


quartos emborolados


cinemas invadidos


pelos sem tetos.


Da minha janela


o poeta vê o caos


rota decadente


Praça da Republica


Largo do Arouche


Av São João


Duque de Caxias


traças devoram os poemas


nos sebos vazios


calçadas albergues


amontoadas de bactérias


dos filhos deserdados


sufocados de impossibilidades


sente a ausencia da poesia


sente o impacto da pedra


da pedra do crack


nas ruas decadentes


madastras de sonhos


ninguem vê lagrimas


                    revolta


                    desespero


meninos adormecidos


sob as marquises 


da Praça Ramos


revelam o esplendor


do teatro municipal


na comédia humana


que nos palcos da cidade


se interpreta cruelmente


sem orquestras


sem cantos


sem poesia


 


 
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